28/03/2016 09h33 – Atualizado em 28/03/2016 09h33

Diante da ausência de Delcídio do Amaral (Sem Partido-MS), cuja oitiva estava marcada para quarta-feira (23), o Conselho de Ética do Senado decidiu seguir o rito processual sobre a representação contra ele. Com isso, a licença médica do senador não deverá significar postergação da decisão que o colegiado tomará sobre o pedido de cassação do mandato dele. Os senadores decidiram tentar novamente ouvir o senador no dia 7 de abril, quando a atual licença médica de Delcídio terminará.

DESCONFIANÇA

Portanto, Delcídio poderá ir ao Senado prestar o depoimento ou ser ouvido por videoconferência. Os membros do Conselho de Ética oferecem ainda a possibilidade de um grupo deles ir até onde o senador estiver para ouvir a defesa dele. O relator do caso, senador Telmário Mota (PDT-RR), queixou-se que Delcídio tenha participado de uma carreata contra o governo, utilizando uma moto, no período em que estava “enfermo” e apresentava atestados médicos.

EFEITO DOMINÓ

O Palácio do Planalto começa a semana tentando fazer o último movimento para evitar o impeachment da presidente Dilma. A avaliação é que o desembarque do PMDB, que deve ocorrer na terça-feira, pode criar um efeito dominó, estimulando outros partidos da base, como PP, PR, PTB e PSD, a seguir o mesmo caminho. Vale lembrar que o diretório do PMDB de MS defendeu, durante convenção nacional do partido em Brasília, no último dia 12, o rompimento da legenda com o governo federal.

DOCUMENTADO

Em carta oficial, os peemedebistas de Mato Grosso do Sul defendem três pontos: a saída imediata do PMDB da base do governo, a entrega de todos os cargos ocupados no Executivo e independência em votações no Congresso Nacional. De acordo com o senador Waldemir Moka, a decisão sobre o conteúdo do documento foi consenso entre os membros do partido no Estado. “Houve consenso de que o PMDB não pode continuar aliado a um governo que praticamente acabou”, afirmou.

BAQUE

Aliás, a crise que atravessa o governo pode se agravar ainda mais nos próximos dias com o desembarque de alguns dos principais partidos da base aliada. O quadro tornaria os problemas do Planalto ainda mais complicados e tem condições de acelerar o processo de impeachment da presidente Dilma. Cogitam abandonar a base aliada do governo partidos como PMDB, PP, PTB, e PSD. Juntas, as quatro siglas correspondem a 170 cadeiras na Câmara dos Deputados, o que seria um desastre para o governo nesse momento em que mais precisa de solidariedade.

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