19/11/2006 17h42 – Atualizado em 19/11/2006 17h42

Estadão.com

O Campeonato Brasileiro, conquistado neste domingo com o empate do São Paulo por 1 a 1 com o Atlético Paranaense, é o único grande título que faltava na carreira de Rogério Ceni. O goleiro de 33 anos é o líder do time e já virou um dos maiores ídolos da história do São Paulo.

Nascido em Pato Branco (PR), Rogério Ceni jogou a vida inteira no São Paulo – chegou ao Morumbi em 1990, depois de um breve começo no Sinop (MT). No banco de reservas de Zetti, viu o clube ser campeão da Libertadores e do Mundial em 93. Virou titular absoluto em 97, tornando-se o jogador que mais vezes vestiu a camisa são-paulina – já são mais de 700 jogos.

Nesse período, Rogério Ceni colecionou títulos. Como titular, foi três vezes campeão paulista (98, 2000 e 2005), ganhou uma Copa Conmebol (94), um Torneio Rio-São Paulo (2001), uma Libertadores (2005) e um Mundial de Clubes (2005). Além disso, estava com a seleção brasileira na conquista do penta na Copa do Mundo da Coréia/Japão, em 2002 – foi o terceiro reserva do grupo de Felipão.

A carreira de Rogério Ceni tem marcas impressionantes, mas a maior delas é a sua vocação de artilheiro. Cobrando faltas ou pênaltis com perfeição, ele já marcou 67 gols, tornando-se o maior goleador entre os goleiros em toda a história do futebol.

Por isso, depois de erguer o troféu de campeão brasileiro, como capitão do São Paulo, Rogério Ceni pode dizer que sua carreira está completa. Mas, para a alegria da torcida são-paulina, ele ainda quer mais.

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