20/06/2015 08h57 – Atualizado em 20/06/2015 08h57

(*) Welliton Campos Mendes

Nesta cultura sexista, por muito tempo foi claro os papéis que cada gênero deveria desempenhar perante a sociedade; a situação complica com o surgimento e fortalecimento dos movimentos de emancipação humana, como o movimento negro, movimento feminista, movimento LGBT e muitos outros que fizeram, a logo prazo, uma confusão enorme no inconsciente das pessoas no que se refere ao que é ser mulher e ser homem. Atualmente como definiríamos o que é masculino e o que é feminino? Descobrimos ao longo dos anos que as diferenças entre mulheres e homens, são anatômicas e fisiológicas, portanto não é benéfico insistirmos em arrastar essas definições ultrapassadas que através do estereótipo e do preconceito tentam ditar o que é correto para cada sexo.

Por muito tempo acreditamos que mulheres não poderiam votar, deveriam usar vestidos, serem sensíveis, delicadas, românticas, frágeis, dóceis, recatadase muitas outras características que acreditavam ser inerente as mulheres, enquanto isso homens deveriam conduzir a política, vestir calças, serem valentes, corajosos, fortes, brutos, conquistadores, não falharem, serem os provedores de suas proles e dentre outros aspectos que pensavam ser natural do homem. Cada sexo foi obrigado a recusar parte do seu ser para se encaixar nesse padrão, passamos a ser apenas metades para corresponder às expectativas criadas muito antes do nosso nascimento.

Se esses papéis a ser seguidos por muito tempo foi claro, chegamos a um ponto que não dá mais para fazer essa definição. Hoje existem mulheres e homens reivindicando autonomia, cada vez mais livres de parâmetros que definem e rotulam, pessoas superando padrões deficientes, aceitando-se por completo e sambando na cara de quem insiste nessa moral arcaica e não conseguem superar essa dicotomia que nos torna aberrações recusando parte de nós para sermos aceitos.

(*) Acadêmico de Ciências Sociais da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados)

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