10/02/2012 10h36 – Atualizado em 10/02/2012 10h36

Campo Grande News

Mato Grosso do Sul deve registrar queda de 214 mil toneladas na produção de soja em 2012, comparado ao ano passado, por conta da estiagem nos últimos meses e das altas temperaturas. Os dados foram divulgados pela Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) nesta quinta-feira.

No entanto, conforme publicado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), também hoje, a produção total de grãos em MS neste ano deve aumentar de 9,1 milhões para 9,7 milhões de toneladas, alta puxada pela previsão de 27% de aumento na safra de milho.

O volume corresponde a 6% da produção nacional de grãos, que deve chegar a 158,7 milhões de toneladas, inferior em 0,7% a 2011, ainda conforme o instituto. Desta forma, Mato Grosso do Sul ocupa a sexta posição do ranking nacional de grãos, atrás, respectivamente, de Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Minas Gerais.

Os números referentes à soja apontam que a produção no Estado atinja 4,9 milhões de toneladas na safra 2011/2012 contra 5,1 milhões no ano passado.

Já o milho, que finaliza a produção entre os meses de julho e agosto, deve saltar de 3,4 milhões para 4,3 milhões de toneladas, o que pode fazer o Estado figurar como o terceiro maior produtor do País neste ano atrás apenas de Mato Grosso e do Paraná.

**Só vendo **-Segundo o engenheiro-agrônomo, Roney Pedroso, da Fundação MS, órgão referência em pesquisa agropecuária no Estado, a expectativa sobre a produção do milho ainda não deve ser comemorada por conta da interferência climática até o meio do ano.

Ele também destacou a inversão dos efeitos do tempo em relação ao ano passado, quando o excesso de chuvas frustrou produção recorde de grãos em Mato Grosso do Sul. “Desta vez, como já ocorreu em outros anos, a estiagem e a alta temperatura foram determinantes na queda”, explicou.

“Em relação à soja teremos queda de 48,6 sacas por hectare, na última safra, para 45,5 sacas neste ano, redução significativa na produtividade média”, pontuou.

Ainda sobre o grão, Pedroso destaca que produtores em MS sofrem com os efeitos da estiagem em fevereiro.

O relatório da Conab, por sua vez, reforça os efeitos do tempo seco para a produção e explica que as lavouras de milho e soja sofreram prejuízos, pois se encontravam nas fases críticas de floração e frutificação.

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