01/06/2015 17h34 – Atualizado em 01/06/2015 17h34

De acordo com o presidente da FETEMS, Roberto Magno Botareli Cesar, essa notícia é preocupante e mostra que ao invés de progredirmos MS caminha para o retrocesso.

Assessoria

Entre os Estados brasileiros, Mato Grosso do Sul, se encontrava em terceiro lugar no Ranking Nacional, após reajuste do Piso Salarial Nacional, de 13,01%, do Ministério da Educação (MEC), no início de janeiro e das negociações referentes a implantação do piso por 20 horas, como determina o Plano Nacional de Educação (PNE), o estado caiu duas colocações e se encontra em quinto lugar. A conclusão é de um levantamento feito junto às Secretarias de Educação de todas as unidades da federação e foi divulgada nesta segunda-feira (1) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

De acordo com o presidente da FETEMS, Roberto Magno Botareli Cesar, essa notícia é preocupante e mostra que ao invés de progredirmos MS caminha para o retrocesso. “Nós lutamos muito para que MS estivesse entre os primeiros no Ranking Nacional dos salários e essa notícia nos preocupa, pois mostra que estamos caindo e que a valorização profissional em MS sofreu retrocessos nessa última negociação e dois estados nos passaram”, disse.

Roberto Botareli, disse ainda, que a divulgação deste Ranking acende mais um sinal vermelho na política de valorização dos professores da Rede Estadual de Ensino. “O Ranking nada mais é do que um parâmetro nacional da situação do piso no país, é para nos embasarmos e para nós descer dois degraus, sem dúvidas, acende um sinal vermelho, porque quer dizer que não fomos bem nas últimas negociações em relação a implantação do piso por 20 horas, prova disso é que culminamos numa greve”, afirma.

O MAPA DO PISO

A secretarias de Educação dos Estados informaram os valores básicos pagos aos professores em início de carreira, para uma jornada semanal de 40 horas. Nos casos em que a jornada era inferior, o calculo foi o valor proporcional a 40 horas a fim de estabelecer um padrão de comparação. Em alguns Estados, os valores referem-se a professores com nível médio e, em outros, com graduação. Há Estados que estão extinguindo do quadro o profissional sem Ensino Superior o que não é correto e aceito pelo movimento sindical da educação, pois isso resulta no congelamento do reajuste salarial.

GREVE

Desde a última quarta-feira (27) os trabalhadores em educação de Mato Grosso do Sul entraram em greve, por tempo indeterminado e um dos pontos, justamente, é o piso dos professores da Rede Estadual de Ensino, pelo cumprimento da Lei nº 4.464/2013, referente a implantação gradativa, em quatro anos, do piso salarial por 20 horas. O movimento grevista de MS também reivindica reajuste salarial para os administrativos da educação, pois o atual governador do estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), anunciou 0% para as mais diversas categorias de servidores.

Por conta deste cenário a FETEMS está chamando um grande ato público na capital, Campo Grande, nesta terça-feira, ás 9h30, com concentração em frente a Assembleia Legislativa.

(*) FETEMS

Entre os Estados brasileiros, Mato Grosso do Sul, se encontrava em terceiro lugar no Ranking Nacional, após reajuste do Piso Salarial Nacional, de 13,01%, do Ministério da Educação (MEC), no início de janeiro. (Foto: Assessoria)

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