A doação dos órgãos era um desejo do paciente que teve morte encefálica e o procedimento inédito no hospital foi realizado no dia 7 de fevereiro, após a realização de vários testes e exames

Graças à generosidade da família, diversas pessoas que esperavam por transplante foram beneficiadas. O procedimento inédito no hospital foi realizado no dia 7 de fevereiro. Após a realização de vários testes e exames, foi confirmado a morte encefálica de um paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), os órgãos doados foram os rins, córneas e o fígado.

A captação contou com a participação da Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Campo Grande, composta pela coordenadora médica, Dra. Patrícia Berg Pereira Leal e a técnica de enfermagem Rosana da Silva, e a equipe médica composta de cinco profissionais nas captações de órgãos da cidade de Ribeirão Preto, SP.

O hospital agradece a toda equipe multiprofissional que atuou em todos os momentos do processo e possibilitou que esta captação fosse bem-sucedida e à família que mesmo diante da dor profunda, a família acolheu o pedido feito pelo ente querido e através desse ato grandioso, conseguiu oferecer mais qualidade de vida aos receptores, que, com certeza, aguardavam ansiosos por esse momento de um novo recomeço.

Entenda como funciona a doação de órgãos:

Autorização – Após o diagnóstico de morte encefálica, a família é consultada e orientada sobre o processo de doação de órgãos. Depois de seis horas de atestada a falência cerebral, o potencial doador passa por vários testes clínicos para confirmar o diagnóstico. Em seguida, a família é questionada sobre o desejo de doar os órgãos.

As mensagens que são geralmente deixadas pelo doador não são válidas para autorizar a doação. Por isso, apenas os familiares podem dar o aval da cirurgia, após a assinatura de um termo. De acordo com o Ministério da Saúde, metade das famílias entrevistadas não permite a retirada dos órgãos para doação. Por isso, é importante conversar com a família ainda em vida para deixar claro esse desejo.

(*) Vitória Pavan – Assessora de Comunicação

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