26/04/2014 10h13 – Atualizado em 26/04/2014 10h13

Após ficar 34 dias internada no Hospital do Exército, Marilene Rodrigues teve morte cerebral

Da Redação

A família da sargento do Exército Brasileiro, Marilene Rodrigues, 32 anos, que morreu na quarta-feira (23) em São Paulo (SP,) está inconformada com a morte da campo-grandense, que está foi velada na noite desta sexta-feira (25), em Campo Grande. O Instituto Médico Legal (IML) ainda não divulgou a causa da morte, mas os familiares acreditam que ela foi assassinada pelo marido, o sargento do Exército André Soares Rodrigues.

De acordo com a Delegacia da Mulher de São Paulo, que cuida do caso, o marido foi o primeiro a ser ouvido, mas nega ter matado a esposa. A delegacia também já ouviu os familiares, amigos e vizinhos de Marilene, mas até agora não há provas de que foi André que matou a sargento.

Só o que se sabe que ela passou 34 dias internada no Hospital do Exército em São Paulo, e faleceu na última quarta-feira por morte cerebral. A família acredita que foi André que cometeu o crime, pois ele era muito agressivo com Marilene. Ela já tinha falado que queria se separar por causa das constantes brigas. Os parentes contam que a vítima vivia com marcas pelo corpo, devido às agressões do marido.

O casal se conheceu dentro do Exército quando participaram de diversas missões juntos. Eles eram enfermeiros no hospital da entidade e também moravam em um condomínio do Exército. No dia que Marilene teria tido o mal súbito, André teria levado a esposa nos braços até o hospital, dizendo que ela tinha sofrido uma parada cardíaca. Versão em que a família não acredita.

Marilene era a única mulher que passou no concurso do Exército na época. Ela era uma profissional exemplar e havia sido escolhida pelo Comando Geral para realizar uma missão no Haiti, no final do ano. A sargento também integrava o grupo de paraquedismo da instituição.

Durante o velório, familiares se revoltaram, pois não houve honras militares por parte do Exército local. Segundo a namorada do sobrinho de Marilene, a estudante Aline Melo Silva, 17 anos, ela teria servido o Exército por oito anos e merecia uma homenagem. “É um absurdo não ter nenhuma honra militar para uma pessoa que tanto ajudou o Exército. A família toda esta chateada e revoltada com a situação”, finalizou.

(*) Com informações de Campo Grande News

Família da vitima suspeita do marido, por conta das constantes brigas do casal (Foto: Reprodução/ Facebook)

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