06/05/2013 16h47 – Atualizado em 06/05/2013 16h47

Saúde fará pente-fino em hospitais de MS investigados por desvio de verbas

Ministro Alexandre Padilha vem a Campo Grande acompanhar trabalhos. Força-tarefa deve durar 30 dias e percorrerá HU e Hospital do Câncer.

Da Redação

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chega a Campo Grande nesta segunda-feira (6) à noite e vai visitar a Fundação Carmen Prudente, Hospital Universitário (HU) e Hospital do Câncer (HC). Segundo informações do ministério, Padilha deve percorrer as unidades na terça-feira (7) para avaliar se recomendações feitas pelo Departamento de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) em relação às auditorias, realizadas desde 2010, foram atendidas.

Conforme a pasta do governo federal, a ação terá duração inicial de um mês e ainda deve ser publicada no Diário Oficial da União. Os trabalhos terão coordenação do Denasus e contarão com integrantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Secretaria de Atenção à Saúde (SAS).

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo da força-tarefa é garantir a segurança dos pacientes dos hospitais e combater o desperdício de recursos públicos.

ALVOS

Os hospitais do Câncer, que era dirigido por Adalberto Siufi, e Universitário, antes comandando por José Carlos Dorsa Vieira Pontes, foram alvos da operação Sangue Frio, desencadeada, em março, pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). A operação apura a suspeita de crimes de fraude em licitações em obras, formação de quadrilha, corrupção passiva e peculato.

As investigações, que ainda não foram concluídas, começaram em 2012 para apurar o fato do serviço médico de radioterapia estar há algum tempo sendo prestado a pacientes do SUS apenas pelo setor privado.

A PF afirma que se trata de um “conluio entre Adalberto Siufi e José Carlos Dorsa para manter desativada a radioterapia do Hospital Universitário para que os pacientes fossem encaminhados ao Hospital do Câncer e de lá para a clínica”, do próprio Adalberto.

(*) Com informações de G1 MS

A ação terá duração inicial de um mês e ainda deve ser publicada no Diário Oficial da União (Foto: Arquivo)

Comentários