25/10/2013 08h19 – Atualizado em 25/10/2013 08h19

Longen projeta que EcoSesi e Selo do Senai alavancarão gestão ambiental nas indústrias

O presidente e diretores da Fiems inauguraram em Bonito o observatório socioambiental e lançaram os selos ambientais do Senai

Da Redação

Com a presença de prefeitos de 9 municípios da região sudoeste de Mato Grosso do Sul, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, inaugurou, nesta quinta-feira (24/10), em Bonito, o EcoSesi Observatório Socioambiental e lançou o Selo Ambiental do PSE (Programa Senai de Ecoeficiência) para reforçar o trabalho do Sistema Indústria com o tema sustentabilidade ambiental junto às empresas do Estado. “A nossa projeção é de que, em 5 anos, todas as indústrias do Estado estarão desenvolvendo seus projetos de gestão socioambiental graças a esse investimento que estamos iniciando agora”, discursou.

Sérgio Longen destaca que agora acabou o amadorismo do setor industrial na questão de meio ambiente e os empresários sul-mato-grossenses poderão colher os frutos dessa iniciativa do Sistema Fiems, melhorando a competitividade de seus produtos em nível nacional e internacional. “Nossa mobilização de agora em diante é conquistar para as indústrias detentoras do Selo Ambiental do Senai juros menores no FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste) e também redução do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano)”, disse se direcionando para os prefeitos Leonel Lemos (Bonito), Jun Iti Hada (Bodoquena), Manoel dos Santos Viais (Caracol), Wlademir de Souza Volk (Dois Irmãos do Buriti), Jacamo Dagostin (Guia Lopes da Laguna), Erney Cunha (Jardim), Gerson Garcia (Nioaque), Heitor Miranda dos Santos (Porto Murtinho) e Ari Basso (Sidrolândia).

Para a secretária estadual de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, as coisas que funcionam são as mais simples. “São projetos construídos com simplicidade que acabam vingando. O EcoSesi e o Selo Ambiental do Senai são exemplos claros disso. Essa iniciativa é apenas a pontinha do iceberg de todo o benefício que poderá propiciar ao setor industrial do Estado. Trata-se de um projeto moderno e inovador que faz mais uma vez Mato Grosso do Sul sair na frente”, pontuou.

Já o deputado estadual Paulo Corrêa fez questão de lembrar que sempre militou na área ambiental, mas nunca conseguiu criar o selo verde para todas as empresas do Estado. “A Fiems, em menos de 4 anos, conseguiu transformar esse sonho em realidade. Agora, temos um coisa real e palpável, um clara demonstração de preocupação ambiental por parte do setor industrial de Mato Grosso do Sul”, ressaltou. O prefeito de Bonito, Leonel Lemos, acrescentou que a população da cidade está orgulhosa de receber esse empreendimento. “O EcoSesi dá a oportunidade para que nós também possamos contribuir para que a preservação ambiental aconteça”, alegou.

REPERCUSSÃO

Na avaliação do superintendente do Banco do Brasil no Estado, Marco Túlio Moraes, é importante destacar a visão estratégica e de futuro do Sérgio Longen e de toda a diretoria da Fiems. “Ao dar a esse local essa destinação, com instalações devidamente adequadas, não tenho dúvidas de que o desenvolvimento será alcançado. Também se faz necessário destacar a demonstração de sensibilidade diante da proposta do selo de qualidade alinhado aos benefícios, gerando mais riqueza, mais produção”, analisou.

O diretor da Fiems, Lourival Vieira, acrescentou que o selo vai dar a oportunidade para que os empresários consigam ter até 5% a mais de incentivo fiscal. “No caso do EcoSesi, é importante destacar que trata-se de uma iniciativa fantástica e que não será um local de lazer e sim de trabalho, de prestação de serviços aos empresários”, disse.

Já o presidente do Coema (Conselho Temático Permanente de Meio Ambiente) da Fiems, Isaias Bernardini, reforçou que no EcoSesi estarão disponíveis uma série de serviços na área ambiental e está em um local apropriado às atividades relacionadas. “Já o selo do Programa Senai de Ecoeficiência é um reconhecimento ao trabalho das empresas que tenham melhor nível de desempenho ambiental, o que será avaliado uma vez ao ano”, informou.

O também diretor da Fiems, Sidnei Pitteri, destacou que o EcoSesi representa um grande avanço, uma referência e um suporte direto para a indústria de Mato Grosso do Sul. “Antes tínhamos de buscar fora, ao passo que o selo é uma motivação a mais para investir na proteção ambiental, na qualidade de vida”, comparou.

ECOSESI

No caso do EcoSesi Bonito, trata-se de uma proposta inovadora e inédita do setor com o espaço funcionando como um centro de informação e documentação da indústria estadual no temas relativos ao meio-ambiente e às boas praticas de gestão ambiental. A implantação do Observatório Socioambiental também serviu para modernizar e ampliar a estrutura física da área do Sesi em Bonito, tornando o espaço capaz de receber projetos voltados à ampliação da consciência e gestão socioambientais das empresas sul-mato-grossenses.

Na prática, o local, que foi adquirido em abril de 1998 para expandir a atuação do Sesi na região, transformou-se em um instrumento sistemático de pesquisa, organização e difusão de temas socioambientais, articulando pesquisa, ensino e prática social com a formação e capacitação de empresários e gestores de indústrias do Estado. O local vai capacitar empresários e gestores de indústrias, ampliando a consciência socioambiental das empresas do Estado, além de permitir a criação de entrepostos formais e informais de troca de conhecimento socioambiental e imersão dentro de um ambiente destinado à contemplação e respeito ao meio ambiente.

Para isso, o EcoSesi recebeu investimento da ordem de R$ 5,1 milhões, que permitiram a edificação, em uma área de 40 hectares, de 1.584,75 m², incluindo na estrutura física do local recepção, ferramentaria, casa para o zelador, alojamentos para os funcionários, vestiários, 4 chalés, espaço gourmet, bloco com 8 apartamentos, piscina, observatório e laboratório socioambiental e estacionamento para visitantes. “Após a adesão da empresa ao Programa e o trabalho do Senai, a empresa vem até o EcoSesi para receber o selo ambiental, momento em que terá acesso a outras práticas que estão ocorrendo nas empresas do mesmo segmento tanto no Estado, quanto no Brasil e até no mundo. A proposta é tratar do tema em local apropriado junto ao meio ambiente”, detalhou o superintendente do Sesi, Michael Gorski.

SELOS

Já os selos ambientais do Senai vão classificar a eficiência ambiental das indústrias estaduais de acordo com os parâmetros pré-estabelecidos no Decreto Estadual nº 13.606, de 25 de abril de 2013, que prorrogam até 2028 os incentivos fiscais para o setor industrial sul-mato-grossense, permitindo a ampliação, em até 5%, do percentual do benefício fiscal já concedido mediante à efetividade do plano técnico de sustentabilidade ambiental das empresas.

Nesse sentido, o EcoSesi será um espaço de capacitação para empresas em relação à gestão ambiental e, em parceria com o Senai, desenvolverá o PSE, que dará suporte aos selos ambientais para as indústrias do Estado. O Senai, em parceria com o EcoSesi Bonito, desenvolverá o Programa de Ecoeficiência, que dará suporte aos selos ambientais destinados às indústrias do Estado, sendo desenvolvido em 7 etapas: adesão, habilitação, definição de metas, implementação da metodologia do PSE, processo de auditoria, avaliação ambiental e emissão de selo ambiental.

Essas 7 etapas são relevantes para a compreensão de todo o processo, desde a habilitação da empresa até a emissão do selo. Porém, é prerrogativa do Programa a análise prévia do sistema de gestão ambiental existente na empresa. Por meio da pontuação de desempenho ambiental, o PSE vai conceder 5 sel
os ambientais (verde, azul, laranja, marrom e branco), sendo que cada um tem sua equivalência entre a pontuação e o percentual do incentivo fiscal concedido. O Selo Verde tem conceito entre 81 a 100 pontos e concede à indústria 5% a mais de incentivo fiscal, enquanto Selo Azul tem conceito entre 61 a 80 pontos e incentivo fiscal de 4%, o Selo Laranja tem conceito entre 41 e 60 pontos e 3% de incentivo fiscal, o Selo Marrom tem conceito entre 21 e 40 pontos e incentivo fiscal de 2% e o Selo Branco tem conceito entre 1 a 20 pontos e incentivo fiscal de 1%.

Com relação à utilização dos selos ambientais como publicidade pelas indústrias beneficiadas, o PSE estabelece que é permito o uso em materiais institucionais não comercializados, como bonés, canetas, camisetas, outdoors, anúncios em jornais e sites. No entanto, o uso dos selos é vedado em materiais de divulgação de produtos ou serviços comercializados ou ofertados pelos estabelecimentos industriais, tais como embalagens comerciais e notas fiscais. O uso das logomarcas dos selos ambientais é de exclusividade do Senai e das indústrias reconhecidas pela avaliação de desempenho ambiental. O direito de uso dos selos limita-se à unidade industrial participante do PSE e não se estende ao grupo empresarial como um todo.

A pontuação poderá ser revista a qualquer tempo, na vigência do benefício fiscal ou na vigência do prazo estabelecido para execução do processo de auditoria, adequando-se a um novo resultado, aumentando ou diminuindo o nível do selo no limite entre 1% e 5%. Caso haja uma infração ou descumprimento, mesmo que parcial, em relação à Legislação Ambiental e ao Licenciamento Ambiental, a indústria perderá o selo ambiental concedido. “O empresário vai ter condição de conhecer a realidade do seu desempenho ambiental, sendo possível, a partir daí, determinar as direções para melhorar a eficiência das empresas na questão ambiental. E esta melhoria será evidenciada por meio dos selos. Vale a pena lembrar que teremos uma equipe no Senai e outra no Eco Sesi, sendo no Eco Sesi o trabalho de recebimento de dados, organização sistematização e monitoramento”, detalhou o diretor-regional do Senai, Jesner Escandolhero.

(*)Com informações de Assecom Fiems

Acabou o amadorismo do setor industrial na questão de meio ambiente e os empresários sul-mato-grossenses poderão colher os frutos dessa iniciativa do Sistema Fiems (Foto: Divulgação/Assecom)

Os selos ambientais do Senai vão classificar a eficiência ambiental das indústrias estaduais de acordo com os parâmetros pré-estabelecidos (Foto: Divulgação/Assecom)

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