18/08/2017 10h37

A Secretaria buscou ajuda do órgão, pois ele tem especialista que executa trabalho de sucesso na preservação de diversas espécies no Pantanal e Campo Grande

Redação

As Araras Canindé são animais frequentemente vistos em Três Lagoas, seja em regiões mais rurais, ou no centro da Cidade e, pensando no bem estar delas e na preservação da espécie, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio (SEMEA) procurou orientação do Instituto Arara Azul de Campo Grande para saber quais ações podem ser realizadas para manter um ambiente favorável para que esses pássaros tenham condições de se reproduzir e não entrarem em extinção.

Durante a visita, o secretário da pasta, Celso Yamaguti, falou com a diretora do Instituto Arara Azul, Elisa Mense, e descobriu que desde 1990 é realizado um trabalho com diversas espécies na região do Pantanal e na Cidade de Campo Grande. “Na época existiam, segundo os pesquisadores, cerca de dois mil exemplares da Arara Azul, ou seja, estavam quase em extinção e, hoje, após um extenso trabalho, são mais de seis mil”, comenta Celso.

Esse resultado extremamente positivo, segundo a pesquisadora Neiva Guedes, uma das principais responsáveis pelo projeto, se deve a um trabalho que é composto de uma série de ações e, uma delas, foi a colocação de 130 ninhos artificiais, sendo que 80 permaneceram ativos e, desses, 60 conseguiram criar um ambiente propício para que a espécie se reproduzisse.

“Inicialmente, o nosso intuito era procurar ajuda para que evitássemos que a espécie matasse as Palmeiras da cidade para fazer ninho e, ao mesmo tempo, criar ações que permitissem a permanência e a reprodução do animal. Porém, descobrimos que, independente da colocação de ninhos artificiais, ainda assim há grande possibilidade de as araras procurarem a palmeira para se reproduzirem, pois isso é algo natural da espécie”, diz Celso.

PARCERIA

Por isso, em parceria com o Sindivarejo, Associação Comercial e Industrial (ACI) e Associação dos Empregados do Comércio, a SEMEA estudará a realização de diversas ações no intuito de preservar a espécie. “Fomos com uma ideia formada e, graças à orientação do Instituto, voltamos com outros olhos e, a parceria com os Sindicatos e Associações permitirá a realização dessas ações, haja vista que isso também é uma preocupação deles”, comenta Celso.

Outro ponto levantado é que, com a preservação das espécies de Araras em Três Lagoas, é possível fomentar ainda mais o turismo local. “Como essa ideia surgiu agora, vamos procurar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SEDECT), por meio da Diretoria de Turismo, para apresentar essa ideia e ver qual a opinião do secretário Antônio Empek Junior”, ressalta Yamaguti.

ESTUDO

No entanto, antes da realização de qualquer ação, foi solicitado que os pesquisadores do Instituto venham até Três Lagoas para analisar o ambiente e as arara que aqui habitam, no intuito de dar um norte sobre qual deve ser a atitude da Prefeitura. Além disso, esses especialistas trarão uma palestra sobre o assunto com foco de explicar como funcionam as ações que permitem a preservação das espécies de Arara.

“É necessária essa análise e formação para que não façamos ações que não gerem frutos. Um dos nossos pensamentos, já que os ninhos artificiais não impedem a morte das palmeiras por parte da espécie, é estudar a possibilidade de se plantar mais palmeiras na cidade ao longo dos anos, permitindo assim que as araras tenham mais opções de locais para construir seus ninhos e, até mesmo, utilizar o Viveiro Municipal de Mudas para produzir árvores frutíferas que servem de alimento para elas”, finaliza Celso.

(*) Assessoria de Comunicação Prefeitura de Três Lagoas

Durante a visita o secretário da pasta, Celso Yamaguti, falou com a diretora do Instituto Arara Azul (Foto/Assessoria)

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