07/04/2016 11h28 – Atualizado em 07/04/2016 11h28

Os selos ambientais do Senai servem para classificar a eficiência ambiental das indústrias estaduais

Assesoria

O Senai vai entregar, neste sábado (09/04), no EcoSesi Observatório Socioambiental, em Bonito (MS), para a empresa Raizen Caarapó Açúcar e Álcool, o Selo Ambiental do PSE (Programa Senai de Ecoeficiência), que amplia o percentual do incentivo fiscal concedido pelo Governo do Estado e atesta e classifica a eficiência ambiental das empresas.

Até o momento, 22 indústrias estaduais já receberem a certificação inicial do Selo Ambiental do Senai: Emplal (Três Lagoas), Rio Prata Embalagens (Três Lagoas), Votorantim Cimentos (Corumbá), Adecoagro Angélica (Angélica), Adecoagro Vale do Ivinhema (Ivinhema), Odebrecht Agroindustrial (Costa Rica), Odebrecht Agroindustrial Eldorado (Rio Brilhante), Copasul Fiação de Algodão (Naviraí), Central Energética Vicentina (Vicentina), Alcoolvale (Aparecida do Taboado), Bunge Alimentos (Dourados), Metalfrio (Três Lagoas), Monteverde (Ponta Porã), Santa Luzia (Nova Alvorado do Sul), Energética Santa Helena (Nova Andradina), Inflex (Dourados), International Paper (Três Lagoas), Vetorial (Corumbá), Usina Sonora (Sonora), Metap Repram (Campo Grande), Semalo (Campo Grande) e Coca-Cola (Campo Grande).

Para o diretor-técnico do Senai, Gilberto Schaedler, as ações do PSE estão cada vez mais em expansão, o que demonstra o interesse das indústrias em desenvolverem ações de boas práticas ambientais. “Assim estimulamos a criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento sustentável, somando esforços com o setor produtivo para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul de forma responsável e profissional, levando consciência ambiental ao negócio por meio da união de esforços e objetivos comuns”, declarou, destacando que, por meio do Selo Ambiental, o Senai valida e reconhece o esforço da indústria sul-mato-grossense para ações que visam a preservação.

O PSE

Os selos ambientais do Senai servem para classificar a eficiência ambiental das indústrias estaduais de acordo com os parâmetros pré-estabelecidos no Decreto Estadual nº 13.606, de 25 de abril de 2013, que prorrogam até 2028 os incentivos fiscais para o setor industrial sul-mato-grossense, permitindo a ampliação, em até 5%, do percentual do benefício fiscal já concedido mediante à efetividade do plano técnico de sustentabilidade ambiental das empresas. O Senai, em parceria com o EcoSesi Bonito, desenvolve o Programa de Ecoeficiência, que dá suporte aos selos ambientais destinados às indústrias do Estado, sendo desenvolvido em 7 etapas: adesão, habilitação, definição de metas, implementação da metodologia do PSE, processo de auditoria, avaliação ambiental e emissão de selo ambiental.

Essas 7 etapas são relevantes para a compreensão de todo o processo, desde a habilitação da empresa até a emissão do selo, porém, é prerrogativa do Programa a análise prévia do sistema de gestão ambiental existente na empresa. Por meio da pontuação de desempenho ambiental, o PSE vai conceder 5 selos ambientais (verde, azul, laranja, marrom e branco), sendo que cada um tem sua equivalência entre a pontuação e o percentual do incentivo fiscal concedido.

O Selo Verde tem conceito entre 81 a 100 pontos e concede à indústria 5% a mais de incentivo fiscal, enquanto Selo Azul tem conceito entre 61 a 80 pontos e incentivo fiscal de 4% a mais, o Selo Laranja tem conceito entre 41 e 60 pontos e 3% a mais de incentivo fiscal, o Selo Marrom tem conceito entre 21 e 40 pontos e incentivo fiscal de mais 2% e o Selo Branco tem conceito entre 1 a 20 pontos e incentivo fiscal de mais 1%. A pontuação poderá ser revista a qualquer tempo, na vigência do benefício fiscal ou na vigência do prazo estabelecido para execução do processo de auditoria, adequando-se a um novo resultado, aumentando ou diminuindo o nível do selo no limite entre 1% e 5%.

(*) FIEMS

Até o momento, 22 indústrias estaduais já receberem a certificação inicial do Selo Ambiental do Senai. (Foto: Assessoria)

Comentários