16/04/2013 15h21 – Atualizado em 16/04/2013 15h21

A professora Carmen Luisa Barbosa, da UEL (Universidade Estadual de Londrina), falou sobre biomassa industrial

Da Redação

Com a presença de empresas, institutos de pesquisas e representantes do Governo, o Senai realizou, nesta terça-feira (16), no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande (MS), um workshop sobre biomassa como parte da etapa de estudo de mercado para a elaboração do Plano de Negócios do Instituto Senai de Inovação Biomassa. Segundo o diretor-regional do Senai, Jesner Escandolhero, o encontro objetiva traçar as demandas das indústrias por linhas de pesquisa e áreas dentro do campo da biomassa.

“Essa metodologia, que reúne um painel de especialistas e as partes interessadas, define a linha de pesquisa na qual deveremos atuar e, a partir disso, estabelecer o plano de negócios para definir a questão da infraestrutura, capital humano e as relações de parcerias”, destacou Jesner Escandolhero. Ele acrescenta que, com a atuação no campo da biomassa, o Instituto pretende atender a todos os setores da indústria e às demandas específicas de cada região em áreas como energias renováveis, cosméticos, fármacos e fármacos veterinários, alimentos para animais com combinação de biomassa para rações, química fina e resíduos industriais.

PALESTRA

Durante o encontro, a professora Carmen Luisa Barbosa, do departamento de química da UEL (Universidade Estadual de Londrina), apresentou palestra sobre biomassa industrial, pesquisas e tecnologias para a produtividade. Ela detalhou os benefícios da conversão biotecnológica e termoquímica de materiais lignocelulósicos, como o aproveitamento de fontes renováveis abundantes e com custos reduzidos, além de reduções das emissões de gases que causam os chamados gases do efeito estufa e ainda as oportunidades para o desenvolvimento industrial baseado na concepção de biorrefinaria.

Sobre a tecnologia de uso da biomassa, a professora explica que a tecnologia moderna engloba tecnologias avançadas de conversão de biomassa em eletricidade e o uso de biocombustíveis. “Já a tecnologia de uso tradicional trata da combustão direta de maneira com lenha, carvão vegetal, resíduos agrícolas, resíduos de animais e resíduos urbanos, usados para concção, secagem e produção de carvão”, falou.

DESENVOLVIMENTO

De acordo com o superintendente de Ciência e Tecnologia, Felipe Augusto Dias, o Governo desenvolve políticas voltadas para atividades econômicas, que incentivam o desenvolvimento do Estado e a implementação do Instituto Senai caminha nesse sentido de buscar a biodiversidade e bioenergia. “Esperamos contribuir nessa etapa de estudo, como uma troca de experiências mesmo, visando sempre o desenvolvimento da nossa região”, afirmou.

Para o gerente de sustentabilidade da Eldorado Celulose, José Antônio Caveanha, a expectativa é que o Instituto possa alavancar alternativas na extração de celulose, ampliando as oportunidades de buscar a biomassa e ainda descobrir quais as vantagens da geração de novos produtos agregando maior valor. “Nós já utilizamos resíduos como fonte de nutrientes para o solo e com a lignina queimadas geramos mais energia. A questão é o que podemos fazer com esse excedente de energia, se ele pode gerar um novo produto”, disse.

(*) Com informações de Assecom Senai

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