31/05/2015 01h12 – Atualizado em 31/05/2015 01h12

Fiems recebe apoio de Fecomércio, Faems e CDL em proposta de pagar imposto em juízo. Medida foi apresentada pelo presidente Sérgio Longen como forma de protesto contra as ações do Governo Federal

Assessoria

Após repercussão da proposta do presidente da Fiems, Sérgio Longen, de pagar em juízo os impostos federais nos próximos seis meses até que a população seja informada onde está sendo gasto o dinheiro arrecadado, as lideranças empresariais da Fecomércio, Faems e CDL declararam apoio à iniciativa. “Defendemos o pagamento dos impostos federais por vias judiciais para que o Governo revele à sociedade onde e como estão sendo aplicados esses recursos”, declarou Sérgio Longen, destacando que o Governo cria novas formas de ampliar a arrecadação, mas na hora de aplicar o dinheiro não consulta quem verdadeiramente paga a conta.

MEDIDA SENSACIONAL

A proposta do presidente do Fiems foi feita na quarta-feira (27/05) durante o Dia D de protestos contra as medidas de ajuste fiscal do Governo Federal, que vem penalizando o setor empresarial e a sociedade em geral. “Estamos de pleno acordo. Fechar a empresa acho que é besteira por que se para de produzir, agora, depositar em juízo é uma medida sensacional. Estamos prontos a ajudar no que for preciso para que o Governo justifique de que forma está gastando os impostos”, declarou o presidente da Faems, Alfredo Zamlutti.

BOA INICIATIVA

Na avaliação do presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo, é uma boa iniciativa. “Desde que seja possível e garantido na legalidade, estamos totalmente de acordo. Já temos algumas situações em que estamos depositando em juízo, como do INSS, por exemplo, e devemos aguardar a Justiça julgar. Mas o Governo deve explicar isso pra sociedade e por isso somos favoráveis em depositar em juízo”, reforçou.

Para o presidente da CDL de Campo Grande, Ricardo Kuninari, a proposta do presidente da Fiems é coerente e pode ser implementada. “É um dos caminhos possíveis. O Governo precisa mostrar melhor o que está fazendo com os impostos e justificar esse ajuste”, pontuou.

Comentários