14/10/2015 16h56 – Atualizado em 14/10/2015 16h56

A greve teve a duração de 90 dias e a luta é pelo aumento salarial da categoria

Assessoria

Servidores do poder judiciário federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul encerraram a greve, que durou três meses, mas continuam na luta pela derrubada do veto da presidente Dilma Rousseff ao aumento salarial da categoria, aprovado pelo Congresso Nacional. “Temos insistido com nossos parlamentares, do Estado, para que aprovem a derrubada do veto ao nosso aumento, caso o Congresso volte a analisar os vetos presidenciais”, afirmou José Ailton de Mesquita, coordenador jurídico do sindicato da categoria, o Sindjufe/MS.
Essa luta nacional é encabeçada pela federação dos servidores, a Fenajufe, que luta junto à presidência do Senado por uma nova convocação, o mais rápido possível.

Até o momento o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/SP), tem se manifestado apenas no sentido de que irá seguir o que determina o regimento do Congresso. Nesse caso, uma nova sessão conjunta das casas legislativas seria convocada, apenas, no mês de novembro. Dirigentes e servidores continuam mobilizados e no corpo a corpo nos Estados, buscando apoios à derrubada do veto 26. Paralisações pontuais e manifestações continuam programadas.

Na avaliação do Comando Nacional de Greve, a postura do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) é inaceitável e desrespeitosa com a categoria, que não aceita ser usada como moeda de troca no jogo de barganha dos partidos e parlamentares, na busca de ministérios, cargos e verbas, bem como para manter a promiscuidade do financiamento de campanhas por empresas.

Cunha condicionou a manutenção do veto 26 à derrubada de outro, das doações empresariais a partidos e candidatos nas campanhas eleitorais, o que foi denunciado ao longo de todo o ato e pressão realizada no interior do Congresso.

Diante da suspensão da greve já verificada em vários estados e do continuo refluxo do quadro de greve naqueles estados que ainda estão em greve, o CNG reafirmou indicativo tirado na semana passada, pela suspensão da greve e continuidade da luta pela derrubada do veto 26 com realização de apagões e mobilizações nas datas em que for convocada sessão do Congresso Nacional.

Por conta do contínuo refluxo na participação nos atos nacionais, o CNG está convocando os estados a enviarem delegações para trabalho de articulação e pressão interna no Congresso Nacional, dialogando com o novo quadro de mobilização.

(*) Sindjufe MS

José Ailton de Mesquita e Eliezer Inácio do Sindjufe MS, afirmam que vão continuar pela luta em prol dos servidores. (Foto: Assessoria)

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