03/06/2015 10h06 – Atualizado em 03/06/2015 10h06

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, reforça que CMC construirá ações para diminuir impactos da crise

Assessoria

O setor produtivo de Mato Grosso do Sul, representado pela Fiems, Fecomércio-MS, Famasul, Faems, FCDL, Amas e Sebrae/MS, reativou, nesta terça-feira (02), o CMC (Comitê de Monitoramento da Crise) para construir ações para minimizar os impactos da crise financeira nacional na economia de Mato Grosso do Sul. Com as participações dos secretários estaduais Márcio Monteiro (Fazenda) e Jaime Verruck (Desenvolvimento Econômico) e dos superintendentes estaduais da Caixa Econômica Federal, Paulo Antunes, e do Banco do Brasil, Evaldo Emiliano de Souza, a primeira reunião foi realizada no Senac de Campo Grande.

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, a reativação do CMC, criado em outubro de 2008, tem como objetivo acompanhar os principais indicadores econômicos nacionais e estaduais e propor uma agenda positiva de ações para minimizar os impactos na economia sul-mato-grossense, além de fortalecer as ações das instituições participantes. “Todas as entidades que integram o Comitê são peças importantes no trabalho de contornar essa crise, buscando alternativas para resistir à atual situação”, destacou.

UNIÃO

Sérgio Longen defende ainda ações em conjunto com as instituições financeiras para o levantamento de ofertas de crédito com as melhores condições para o setor produtivo e também com o Governo do Estado para criar oportunidades de fomento das atividades da agropecuária, indústria e comércio. “Com a união do setor empresarial, instituições financeiras e Governo do Estado vamos conseguir superar o momento de turbulências na economia sul-mato-grossense”, garantiu, completando que o CMC permitirá a elaboração de um plano de trabalho após a identificação do gargalo momentâneo de cada setor.

Na avaliação do presidente da Faems, Alfredo Zamlutti, a economia nacional e estadual passa por um momento de dificuldade momentânea provocada por erros do Governo Federal. “Agora temos de trabalhar muito para reverter essa situação, pois só se consegue vencer as dificuldades com trabalho e com foco no futuro. Temos de trabalhar muito e eleger governos sérios para que possamos continuar avançando”, afirmou. O superintendente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça, acrescenta que chegou o momento de planejar para encontrar a melhor saída para a crise. “Precisamos ter o pé no chão e continuar investindo”, garantiu. Para o 1º secretário da Famasul, Ruy Fachini Filho, a reativação do CMC é fundamental para a elaboração de ações de enfretamento da crise econômica nacional no Estado. “Se todos os setores da economia estadual trabalharem juntos para construir um Estado melhor”, previu, destacando que a iniciativa é positiva e chega no momento certo.

REPERCUSSÃO

De acordo com o secretário estadual de Fazenda, Márcio Monteiro, a crise econômica é também um estado de espírito e, nesse sentido, as lideranças do setor produtivo estadual devem construir ações para reverter o pessimismo que toma conta da sociedade. “Acredito que vamos vencer essa crise aqui no Estado de forma mais fácil que em outras regiões do País. O cenário nacional demonstra que Mato Grosso do Sul é a bola da vez e o Governo do Estado está atento, monitorando a crise para atuar em conjunto na busca de medidas para amenizar os seus efeitos”, declarou.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Jaime Verruck, garantiu que os R$ 33 bilhões de investimentos anunciados pelo setor industrial estão criando expectativas positivas em Mato Grosso do Sul. “O momento é de criarmos ações para preparar as micro e pequenas empresas estaduais para atender às grandes empresas e uma forma de fazermos isso é o PQF (Programa de Qualificação de Fornecedores). Nesse sentido, no próximo dia 24 de junho, vamos lançar o Programa Estadual de Apoio ao Micro Negócio e acredito que seja o momento ideal para apresentarmos outras ações para começar a vencer essa crise”, garantiu.

Segundo o superintendente estadual da Caixa, Paulo Antunes, a experiência de 2008 e 2009 com a criação do CMC foi válida e agora com a reativação do Comitê a crise será desmistificada. “Essa crise não é a primeira e nem será a última e com os números de cada setor será possível esclarecer melhor o problema que estamos enfrentando. O setor produtivo estadual pode contar com o apoio da Caixa”, garantiu. O superintendente estadual do BB, Evaldo de Souza, acrescentou que a instituição tem a missão fazer um bom trabalho de apoio ao setor produtivo. “O meu desafio será aproximar ainda mais o Banco do Brasil e a classe empresarial para que possamos contribuir com os recursos necessários para vencer a crise”, finalizou.

(*) FIEMS

Haverá uma agenda positiva de ações para minimizar os impactos na economia sul-mato-grossense, além de fortalecer as ações das instituições participantes. (Foto: Assessoria)

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