09/12/2014 19h49 – Atualizado em 09/12/2014 19h49

Além do menor já aprendido pela polícia de Campo Grande, o SIG de Três Lagoas revelou a participação de um jovem de 18 anos no latrocínio, além de uma mulher de 27 anos que estaria com os objetos utilizados no assalto

Patricia Miranda e Léo Lima

O adolescente de 16 anos, com várias passagens pela Polícia (principalmente por tráfico de drogas), acusado de ter assassinado a garota “Maisinha”, na última sexta-feira (05), foi apresentado no final da tarde desta terça-feira (09) pelo delegado titular do SIG (Setor de Investigações Gerais), Thiago Passos. Além do menor, um comparsa que está foragido e a uma mulher que estaria acobertando os envolvidos também foram revelados durante coletiva à imprensa.

Segundo o delegado Thiago Passos o menor foi preso em Campo Grande e recambiado para a delegacia de Três Lagoas. Ele teria fugido para a Capital com a ajuda do padrasto e do tio.

No local informado pelo acusado, P. R. S, de 27 anos, conhecida como “Gorda”, encontrava-se na residência e autorizou a entrada dos policiais. A princípio negou conhecer os envolvido e sobre o ocorrido.

VISTORIA

Em vistoria pela casa foram encontradas roupas masculinas e bonés semelhantes aos usados pelos autores no momento do roubo, além da identidade e CPF de José Leandro Carvalho.

Também foram encontrados objetos para o preparo de drogas, sendo uma balança de precisão, oito trouxinhas de maconha (16 gramas), uma panela e uma colher contendo cocaína e dois rolos de plástico filme para envolver a droga.

O relógio que foi furtado foi reconhecido pelo avô de Maisa como sendo dele, que foi roubado no momento do assassinato.

Diante das provas, Patrícia foi autuada em flagrante por tráfico de drogas e receptação e encaminhada para a Penitenciária Feminina de Três Lagoas.

JOSÉ LEANDRO

Ele está foragido. José Leandro Carvalho de Jesus é procurado pela Polícia por estar envolvido no latrocínio. Segundo o delegado Thiago Passos, ele tem várias passagens por crimes infracionais. Ele está com a prisão preventiva decretada. Ele seria morador do bairro onde aconteceu o crime.

MÃE DO MENOR

A dona de casa Silvia Rodrigues, de 33 anos, mãe do menor acusado encontrava-se na delegacia. Segundo ela, não tinha conhecimento do assassinato, somente que o filho era usuário de drogas. “Nada do que eu fazer irá trazer a menina de volta a vida, o que eu quero é justiça, que meu filho pague pelo que ele cometeu”, disse em prantos.

Mandou um recado para os familiares de Maisa: “eu preferiria estar no lugar dela; o que eu estou passando não desejo para ninguém”. E pediu perdão pelo ato cometido pelo filho: “eu não tenho nem o que falar; se eu soubesse evitaria. Peço perdão, do fundo do meu coração”.

O CASO

Maisa Martins foi assassinada quando estava sentada em uma cadeira em frente a uma residência na companhia do avô. Ela estava com uma criança de sete meses no colo quando dois rapazes se aproximaram e anunciaram o assalto.

Segundo o delegado, Maisa retirou uma pulseira que usava e ao olhar para cima supostamente reconheceu um dos assaltantes, foi então que o menor atirou de cima para baixo. Ela foi socorrida, mas acabou não resistindo ao grave ferimento e faleceu no hospital.

O adolescente de 16 anos afirma não ter dito a intenção de atirar contra Maisa. (Foto: Patrícia Miranda)
Patrícia Roncato Spesssatto foi presa e encaminhada para a Penitenciária Feminina de Três Lagoas. (Foto: Patrícia Miranda)
José Leandro Carvalho está foragido. (Foto: Patrícia Miranda)
Mãe do menor pede perdão pela ação do filho. (Foto: Patrícia Miranda)
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