Os desafios pós-pandemia não serão pequenos, serão incomensuráveis, tanto para a classe política quanto para instituições como a Defensoria Pública

A Senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, avaliou que o Brasil está passando pela pior crise do último século. Na visão dela, além da crise sanitária provocada pandemia do covid-19, o País ainda passa por forte crise política, institucional e econômica. “Os desafios pós-pandemia não serão pequenos, serão incomensuráveis, tanto para a classe política quanto para instituições como a Defensoria Pública. Nós teremos de estar em vigilância constante para proteger os hipossuficientes, os mais necessitados”, disse lembrando que a pior expectativa é de que o desemprego atinja entre 16 e 20 milhões de brasileiros. ​

LIVE

A parlamentar participou de live nas mídias sociais promovida pela Associação Nacional de Defensoras e Defensores Públicos, ANADEP, na noite desta quinta-feira (28). Ela ressaltou a importância do papel institucional, social e político da Defensoria Pública. “Nós (classe política e defensores públicos) temos uma missão em comum, que é defender a democracia, a liberdade e a maioria, preservando e respeitando as minorias. Isso tudo nós faremos juntos, num esforço concentrado”, disse.

Simone lembrou que fez estágio na Defensoria Pública do Rio de Janeiro, quando cursava faculdade de Direito. Para ela, o papel da instituição vai além da defesa dos direitos dos mais necessitados e das minorias. “A Defensoria tem, também, o papel de fazer “política com P maiúsculo” e defender a democracia. Ela defende a maioria hoje no Brasil”, disse lembrando que além da mulher, do idoso, da criança, da comunidade indígena, hoje a Defensoria dá assistência jurídica a maioria da população brasileira que ganha até dois salários mínimos, está desempregada, na informalidade, ou fora das estatísticas, porque, desalentada, nem mais procura emprego. 

CRISE AGRAVADA

A senadora lembrou de ações da Defensoria Pública como o SUS Mediado, que visa evitar a judicialização de solicitação de internação no serviço da saúde pública, e do auxílio jurisdicional oferecido aos beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600. 

O presidente da ANADEP, Pedro Paulo Coelho, lembrou que a crise agravada pela pandemia da covid-19 vai aumentar o número de pessoas vão precisar da Defensoria Pública. A vice-presidente da ANADEP, Rivana Ricarte, concordou: “A vulnerabilidade salta aos olhos e o trabalho já está aumentando na Defensoria Pública”. Ela destacou que o fortalecimento da instituição gera impacto positivo à população vulnerável. Ambos ressaltaram a importância do apoio do Legislativo e elogiaram a liderança de Simone Tebet no Senado Federal.  

(*) Assessoria de Comunicação

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