“É inconcebível imaginar que a ‘sorte’ de algumas pessoas de ter dinheiro para garantir o alimento na mesa, dependa do ‘azar’ de muitos que vão se expor ao jogo e ao vício”, disse a senadora

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senadora Simone Tebet (MDB-MS), criticou a ideia de legalização dos jogos de azar como forma de captar recursos para garantir a implantação do Renda Cidadã. 

No início desta semana, o senador Ângelo Coronel (PSD-BA), relator de projeto que legaliza o jogo, propôs a retomada do texto à pauta. Ele deve conversar sobre o assunto com o Ministro Paulo Guedes em novembro. 

No Senado, há dois projetos que preveem a legalização de jogos de azar no Brasil, um do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e outro do senador Roberto Rocha (PSDB-MA). Os defensores da ideia alegam que a medida geraria 1.300 mil empregos diretos e indiretos e receita de R$ 50 bi por ano. De acordo com o relator, parte deste montante poderia ser destinado ao custeio do programa social de transferência de renda. O Governo estima que seriam necessários cerca de R$ 20 bilhões para bancar o Renda Cidadã, em substituição ao Bolsa Família.

A senadora Simone Tebet é contra a proposta que autoriza o funcionamento de cassinos, bingos, caça níqueis e até do jogo do bicho no País. “É inconcebível imaginar que a ‘sorte’ de algumas pessoas de ter dinheiro para garantir o alimento na mesa, dependa do ‘azar’ de muitos que vão se expor ao jogo e ao vício. Essa proposta já recebeu minhas críticas anos atrás. Acho o projeto ruim e inadequado e mantenho minha opinião”, disse a senadora Simone Tebet.

Comentários