16/11/2006 08h06 – Atualizado em 16/11/2006 08h06

Folha online

A internet potencializa problemas como a anorexia e a bulimia, diz estudo recém-concluído pela ONG Seu Abrigo. A entidade visa proteger crianças e adolescentes de distúrbios alimentares. O levantamento identificou 50 weblogs (diários virtuais) e 120 páginas do Orkut (site de relacionamentos) mantidos por brasileiros em que há troca de informações sobre as doenças –como dietas ou orientações de como se comportar como uma anoréxica ou bulímica. “É um cenário que possibilita a articulação entre os indivíduos no sentido de afirmar a patologia”, diz no estudo a diretora-executiva da ONG, Ana Helena Soares, pesquisadora da Fundação Fiocruz. “A doença esvazia seu significado problemático e passa a ser associada como uma marca de identidade”, diz. O estudo, finalizado na semana passada, segue o mesmo modelo do adotado pela ONG espanhola Protegeles, que foi publicada pela Defensoria do Menor da Espanha. O levantamento brasileiro apontou que 67% dos usuários dos weblogs que fazem apologia a anorexia ou a bulimia têm entre 13 e 17 anos de idade e são, em sua maioria, do sexo feminino. A baixa faixa etária, segundo o estudo, indica que atualmente há “uma ameaça para os menores” na internet do país.

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