26/01/2019 13h26

A médica Marcelle Porto Cangussu continua sendo a única vítima que já teve o corpo reconhecido. Ela estava trabalhando no momento em que a barragem se rompeu

CAROLINA LINHARES/FOLHAPRESS

As forças de resgate confirmaram que foi encontrado mais dois corpos, o que fez subir para 11 o número oficial de mortos em Brumadinho, em decorrência do rompimento de uma barragem nesta sexta-feira (25).

De acordo com as Forças Integradas de Segurança de Minas Gerais, há 166 funcionários da Vale e 130 funcionários terceirizados desaparecidos. Foram encontradas com vida 176 pessoas, das quais 23 estão hospitalizadas.
Mais cedo, a Vale divulgou lista com mais de 400 desaparecidos.

A médica Marcelle Porto Cangussu continua sendo a única vítima que já teve o corpo reconhecido. Ela estava trabalhando no momento em que a barragem se rompeu.
Segundo Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) e a e a Associação Mineira de Medicina do Trabalho (AMIMT), Marcelle obteve seu título de especialista em Medicina do Trabalho em 2015 e se dedicava à carreira na Vale.

A TRAGÉDIA

Uma barragem da mineradora Vale se rompeu e ao menos outra transbordou nesta sexta-feira (25) em Brumadinho, cidade da Grande Belo Horizonte, liberando cerca de 13 milhões de m³ de rejeitos da produção de minério de ferro no rio Paraopeba, que passa pela região.

Os rejeitos atingiram um refeitório e um prédio administrativo da empresa, que ficaram soterrados pela lama. Eles ficam no interior do complexo da mina Córrego do Feijão, na zona rural de Brumadinho. A barragem B1, que se rompeu, é uma estrutura de porte médio para contenção de rejeitos e estava há três anos em processo de desativação.

Foto reprodução

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