17/03/2016 09h18 – Atualizado em 17/03/2016 09h18

Se a situação de alguns políticos de MS já não era das mais confortáveis, imaginem agora depois que o senador Delcídio do Amaral (PT) resolver mostrar o caminho das pedras aos homens da lei. Em sua delação, negociada no STF, o petista fala de caso por caso e, dizem, sem se esquecer de nenhum detalhe do que rolou por meio do ‘propinoduto’ da Petrobras. Até campanhas políticas e os esquemas de desvios irrigados com verbas públicas ocorridos em solo sul-mato-grossense foram devidamente registrados no documento. Pelo jeito, um tsunami está a caminho.

OPÇÕES

Uma eleição polarizada entre dois partidos na Capital está totalmente descartada depois que escândalos eclodem a cada dia envolvendo políticos e partidos. Isso da um gás a mais às legendas menos valorizadas, mas que não estão diretamente envolvidas nos esquemas de corrupção que mancham gigantes acostumadas com o poder. Com isso, espera-se que vários candidatos ao cargo coloquem seus nomes à disposição do eleitorado e com grandes chances de conseguir uma vitória. O povo está cansado de ser ludibriado e aposta em projeto novo.

MANOBRA SUJA

Se a presidente Dilma tinha antes que se deslocar até São Paulo para receber orientações do ex-presidente Lula, agora não precisará mais. Ela resolveu unir o útil ao agradável trazendo o seu criador para bem perto, ou melhor, para gabinete com amplos, totais e irrestritos poderes, além de blindá-lo da sanha do juiz Sérgio Moro, que não tem perdoado ninguém na Lava Jato. Entre as suas missões estão a de apaziguar o aliado PMDB, acalmar o mercado internacional e evitar que a base aliada do governo vote pelo impeachment da companheira. Missão mais inglória impossível.

CÂNCER

O juiz Sergio Moro deve analisar, nos próximos dias, pedido da defesa do pecuarista sul-mato-grossense José Carlos Bumlai para que a sua prisão em regime fechado, iniciada em novembro passado, seja revertida em liberdade provisória ou prisão domiciliar. A defesa de Bumlai, amigo íntimo de Lula, alega que o pecuarista foi diagnosticado com câncer na bexiga e, por isso, necessitaria de cuidados médicos especiais fora da prisão

FAMÍLIA EM RISCO

Delcídio do Amaral (sem partido) avisa que deve voltar ao Senado na semana que vem, quando termina sua licença médica. Aos poucos, políticos com quem ele tem se relacionado, por outro lado, têm deixado claro que, embora “pessoalmente” não tema por sua vida, vai conversar com seus advogados sobre a segurança de sua família. Tudo por conta das “bombásticas” acusações que tem feito a Lava Jato, envolvendo políticos das mais variadas vertentes.

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