27/06/2019 11h08

Outros dois foram condenados. Fernando Barrinha deve ser solto nos próximos dias

Guta Rufino

Nesta quarta-feira (26), aconteceu o julgamento dos réus Fernando Barrinha Antonácio, Paulo Cézar Pereira de Paula e Euclides Maciel Pires Katuaki Kudo. Eles estavam sendo acusados da morte do detento José Leandro Carvalho de Jesus em abril de 2015. Um dos suspeitos de ser o mandante do crime foi absolvido por não haver provas contra ele.

Eles não estiveram presentes no tribunal do júri, eles participaram do julgamento por vídeo conferência, direto do presídio de Campo Grande. O julgamento teve duração de 12 horas.

Paulo César foi condenado há 40 anos e Euclides Maciel há 36 anos. Ambos em regime fechado. Já no caso de Fernando Barrinha, foi absolvido por não haver provas que relacionassem ele ao crime organizado ou mesmo à morte de José Leandro. Ele deve ser solto nos próximos dias.

Ele era tio da adolescente morta em um assalto que José Leandro participou com um comparsa, um adolescente de 16 anos que atirou na menina ao ter sido reconhecido.

Dos 9 suspeitos, 8 foram condenados, somando uma pena de 320 anos de cadeia, sendo eles: Maicron Selmo dos Santos, Everton Rodrigues de Queiroz, Arison Rodrigo Moreira, Fabrício Cassio Vitória da Silva, Igor de Souza Alves, Matheus Alves de Melo, Paulo Cézar Pereira de Paula e Euclides Maciel Pires Katuaki Kudo.

RELEMBRE O CASO

O caso aconteceu no dia 5 de dezembro de 2014 no bairro Guanabara. De acordo com o boletim de ocorrência, José Leandro, 18, junto a um comparsa, um adolescente de 16 anos, teria cometido um assalto que segundo eles “deu errado”. A vítima foi Maísa Martins, 12, que reagiu no momento em que tentavam levar uma pulseira de ouro que seria de seu avô. O adolescente que estava junto à José Leandro teria disparado o tiro. Segundo aponta às investigações, o atirador reagiu depois de ter sido reconhecido pela menina.

Em abril de 2015 acontece outro crime, desta vez, dentro do Presídio de Segurança Média de Três Lagoas. Segundo consta nos registros policiais, José Leandro teria sido obrigado – pelos suspeitos – a ingerir uma espécie de “veneno”, manipulado com leite, álcool e cocaína, sugerindo assim um suposto suicídio.

Editada às 15h59, de 27/06/2019

Tribunal do Juri (Foto: Guta Rufino/Perfil News)

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