Valor inclui a construção de uma fábrica de papel higiênico em Cachoeiro de Itapemirim, melhorias na planta em Aracruz e a expansão da base florestal no Estado; dinheiro virá de créditos de ICMS acumulados pela Suzano até 2003

A fabricante de celulose Suzano anunciou ontem, 19, durante cerimônia no Palácio Anchieta, sede do Governo capixaba, que investirá quase R$ 1 bilhão no Espírito Santo.

Os valores incluem a construção de uma nova fábrica de papel higiênico, em Cachoeiro de Itapemirim, a melhoria da caldeira com implantação de cristalizador, em Aracruz, e a expansão da base florestal no Estado.

Os investimentos devem gerar 900 novas vagas de emprego no próximo ano somente no período de obras. 

O dinheiro dos investimentos virá de créditos de ICMS. Uma lei estadual permite que empresas utilizem o crédito acumulado de ICMS até 2003 em decorrência das operações de exportação de mercadorias.

Investimentos

O início das obras da fábrica de papel higiênico, que custarão R$ 130 milhões, está previsto para o mês de fevereiro de 2020. Somente na etapa de construção serão geradas 300 novas vagas de emprego, durante 11 meses. Há previsão de abertura de outras 200 vagas quando começarem as operações.

Cerca de R$ 272,4 milhões serão investidos em modernização e melhoria da caldeira com implantação de um cristalizador. Além de ganhos de produtividade, o investimento trará melhorias ambientais. Com duração de 24 meses, as obras vão gerar 300 vagas de emprego, de forma especial em Aracruz e região, além de maior disponibilidade de energia elétrica.

“A Unidade de Aracruz é a melhor posicionada do Grupo Suzano e tem condições estruturais de ser a mais competitiva. Com esses investimentos buscamos potencializar essa competitividade”, explicou o presidente da Suzano, Walter Schalka.

Já R$ 531 milhões serão investidos na expansão da base florestal com plantio de novas florestas no Estado, por meio de aquisição ou arrendamento de áreas rurais, plantios, conduções e tratos culturais. A iniciativa deve gerar 300 empregos diretos e indiretos nos dois primeiros anos após a obtenção das licenças, além de estimular a cadeia de fornecedores da região e o recolhimento de impostos.

Créditos acumulados

Apesar da Suzano ser isenta de pagamento de ICMS nas exportações desde 2003, uma nova legislação possibilitou à empresa utilizar créditos acumulados nos anos anteriores.

A norma permite ainda a transferência do crédito para terceiros, desde que o valor obtido pelo exportador seja integralmente utilizado em investimento produtivo.

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