06/04/2015 17h33 – Atualizado em 06/04/2015 17h33

Pelo celular, você pode contratar um motorista a preço 20% menor do que um taxista cobra. É o que proporciona o aplicativo UBER, usado em vários países

Assessoria

Taxistas de todo o país estão planejando uma manifestação, na quarta-feira, dia 8, para cobrar do poder público medidas de combate ao uso ilegal do aplicativo UBER (de carona compartilhada), que usam veículos particulares para fazer transporte irregular de passageiros. Diversas cooperativas, sindicatos e outras entidades ligadas à categoria dos taxistas aderiram à campanha, que está sendo promovida pela Associação Brasileira das Associações e Cooperativas de Táxi (Abracomtaxi).

Presente em mais de 40 países e em mais de 160 cidades pelo mundo, tanto lá fora como aqui, o UBER é visto como concorrente desleal aos taxistas por violar leis locais. “Aqui são muitos carros particulares prestando de maneira irregular um serviço exclusivo dos taxistas. Estamos nos mobilizando para garantir o que a nossa Lei nos confere e para proteger nossa atividade profissional, já bastante prejudicada pelo uso ilegal e irresponsável deste aplicativo”, diz o presidente da Abracomtaxi, Edmilson Americano.

Em São Paulo, que tem mais de 35 mil motoristas de táxis legalmente registrados, os manifestantes vão se reunir na Praça Charles Miller, no bairro Pacaembu, a partir das 10h. No Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, em Curitiba, no Distrito Federal, em Salvador e em tantas outras grandes capitais e cidades do Brasil, a manifestação terá início na mesma hora. Será uma grande mobilização pelo país.

“Esperamos que as autoridades públicas se atentem aos danos que este aplicativo causa aos taxistas e que tomem as medidas urgentes para por fim a essa prática. Não adianta eles virem com essa conversa de que eles não fazem serviço de transporte e que são apenas serviço de tecnologia. Eles que então ofereçam o aplicativo apenas aos taxistas legalizados”, conclui Americano.

(*) Com Ex-Libris Comunicação Integrada

Presente em mais de 40 países, o UBER é visto como concorrente desleal aos taxistas (Foto: Google)

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