28/03/2018 11h33

Nesta terça (27), tiros atingiram ônibus da caravana do ex-presidente Lula, no Paraná. Ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, disse que sua família tem recebido ameaças

Redação

O presidente Michel Temer lamentou nesta quarta-feira (28), em mensagem no Twitter, ataque sofrido pela caravana do ex-presidente Lula, no Paraná. Dois ônibus que participam da caravana do PT foram atingidos por tiros, nesta terça-feira (27). Ninguém ficou ferido.

“Lamento o que aconteceu com a caravana do ex-presidente Lula. Desde quando assumi o governo, venho dizendo que nós precisamos reunificar os brasileiros. Precisamos pacificar o País. Essa onda de violência, esse clima de ‘uns contra outros’ não pode continuar”, disse Temer no Twitter.

Temer também comentou o episódio em entrevista nesta manhã à rádio Bandnews de Vitória (ES). Ele afirmou que foi uma “pena” que tenha ocorrido o ataque, o que, segundo o presidente, cria um clima de “instabilidade”.

“É uma pena que tenha acontecido isso, porque vai criando um clima de instabilidade no país, de falta de pacificação, que é indispensável no presente momento”, disse Temer.

“Devo dizer também, que na verdade, essa onda de violência não foi pregada talvez por aqueles que tomaram essa providência, talvez tenha sido, tenha começado lá atrás. E a história de uns contra outros, realmente cria essa dificuldade que gera atritos dessa natureza”, completou.

Para Temer, as eleições devem ser disputadas com “críticas verbais, e não críticas físicas”.

Ministro ameaçado

Também em entrevista à rádio Bandnews de Vitória (ES), Temer disse que ameaça a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) “não pode acontecer no país”. A declaração foi dada um dia após o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no tribunal, ter afirmado sofrer esse tipo de intimidação.

Ao programa do jornalista Roberto D’Ávila, da GloboNews, Fachin disse que a família dele tem recebido ameaças – e que está preocupado com isso, a ponto de ter pedido providências à presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, e à Polícia Federal.

Temer abordou o assunto ao ser perguntado sobre a expectativa para o julgamento, na próxima quarta-feira (4), do habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, movido pela defesa com o objetivo de evitar a prisão.

De acordo com o presidente, o clima está “muito ruim” e o governo federal está “tomando todas as providências para que não haja conflito”. Temer argumentou que a situação alcança o próprio STF.

“Veja que isso alcança até o Supremo Tribunal Federal, o próprio Supremo e os membros do Supremo ficam aflitos com isso. Você viu que um deles até, ou alguns deles me parece, disseram que estavam sendo ameaçados. Isso não pode acontecer no país”, afirmou.

*G1

Presidente Michel Temer durante fala em um evento em Pernambuco na última sexta-feira (23 (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

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