28/02/2018 08h47

Willams Araújo

Toalha

Em conversas reservadas durante visita as suas bases eleitorais, em Campo Grande, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS), confidenciou que chegou a colocar o cargo à disposição do presidente Michel Temer (MDB-SP), por ter fracasso durante as articulações em torno da votação da reforma previdenciária. Como não aceitou fazer mudança na pasta agora, o correligionário deixou o gaúcho no mesmo barco que certamente irá “naufragar” com todos a bordo. É só questão de tempo!

Arrastão

Por onde passa, o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ) tem atraído muitas lideranças políticas para o seu palanque rumo à disputa pela Presidência da República, tanto de grandes quanto de partidos de menor expressão eleitoral, os chamados nanicos. Não é à toa que dirigentes de legendas, como o PMN, em Mato Grosso do Sul, por exemplo, estão agitados, pensando até em migrarem para o PSL. Bolsonaro está bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto e defende uma plataforma de governo mais liberal no campo econômico e mais conservador nos costumes.

Degola

Por outro lado, Marun jura na cruz que a demissão de Segovia não foi motivada por críticas ao seu trabalho e que não houve “participação da classe política” na troca de diretores da Polícia Federal. Segundo o ministro, troca de diretores na PF ocorreu por preferência pessoal de Raul Jungmann (Segurança). “Segovia não está sendo substituído por críticas. Nós entendemos que ele desenvolve um bom trabalho. Todavia neste momento, quando o ministro Jungmann assume função de tanta responsabilidade, é natural que ele queira e deva montar a sua equipe em conformidade com as suas preferências.

Escolha

De acordo com Marun, Rogério Galorro foi escolhido por Jungmann, e o presidente Temer foi apenas comunicado de seu decisão: “O ministro Jungmann, que assumiu o ministério da Segurança, tem liberdade absoluta para montar a sua equipe e está escolhendo as peças que ele considera mais adequadas. Nesse sentido, talvez por um conhecimento maior e melhor do trabalho do Galloro, entendeu que a pessoa adequada para comandar a Polícia Federal neste momento fosse ele. O presidente foi comunicado da preferência do Jungmann e entende que cabe à ele fazer suas escolhas”.

Pé no freio

Enquanto o ex-governador André Puccinelli (MDB) e o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) se movimentam em torno da disputa rumo ao Parque dos Poderes, parece que a pré-candidatura do juiz aposentado Odilon de Oliveira (PDT) esfriou. Pelo menos não se tem mais visto mais nenhum ato político patrocinado pela cúpula brizolista do “lendário” João Leite Schmidt em solo sul-mato-grossense. Para analistas, isolado o ex-magistrado terá dificuldade em compor sua chapa majoritária.

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