Geraldo Resende não acata justificativa da secretaria municipal de Saúde por considerar o aumento de casos de Covid-19 em Três Lagoas, onde a taxa de contágio de segunda-feira está em 1,3

Desde segunda-feira da semana passada o decreto do Toque de Recolher assinado pelo governador Reinaldo Azambuja está valendo em todos os municípios de Mato Grosso do Sul.

A decisão do governador em limitar o horário de atendimento de bares, lanchonetes, conveniência e comércio em geral está limitado das 05 às 22 horas. O decreto caiu como uma ducha de água fria para os comerciantes da cidade, que na ocasião, por iniciativa do empresário Fernando Jurado, presidente da Associação Comercial e Industrial de Três Lagoas, se reuniram na sede da entidade para discutirem uma forma de sensibilizar o secretário de Saúde, Geraldo Resende de não incluir o município nas normas do decreto.

FAIXA AMARELA

Naquela ocasião, a situação do Covid-19 em Três Lagoas estava tranquila, na faixa amarela. O próprio secretário em contato com o Perfil News disse que tinha orientado a secretaria de Saúde local para oficializá-lo da situação que ele iria rever decreto.

Assim foi feito, a secretária reuniu-se com os integrantes do Comitê Municipal que aprovaram o envio do ofício, solicitando que fosse seguido o decreto municipal, que flexibiliza os horários de atendimento ao público.

Porém, nesta segunda-feira, 21, o secretário respondeu ao ofício, não acatando a solicitação contida no documento. Resende disse que está considerando a avaliação de risco e recomendações para o período de 16 a 26 de dezembro 2020 emitido pelo programa PROSSEGUIR, em que para o município de Três Lagoas, em respeito à regra de transição das bandeiras recomendada pela OPAS/OMS, obteve pontuação equivalente à bandeira vermelha, e foi classificado com a bandeira vermelha, devido o aumento de casos de Covid-19 em Três Lagoas.

POSIÇÃO DA ACITL

A reportagem do Perfil News falou com o presidente da ACITL, que por sua vez, disse que “os empresários de Três Lagoas tinham grande expectativas de que o Governo do Estado reconhecesse relativo controle que construímos frente a proliferação da Pandemia. Este controle foi construído a duras penas, sacrifícios e perdas dos empresários e muita compreensão da população”, reiterou.

Jurado, que sempre esteve na linha de frente na defesa dos interesses da classe de empresários, finalizou dizendo que “na hora de sentir o benefício de um trabalho sério e duro que nós trouxemos até aqui, teremos de nós manter unidos por mais um tempo e digerir o amargo que nos foi imposto.”

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