25/04/2013 11h16 – Atualizado em 25/04/2013 11h16

Ministério Público do Trabalho apontou condições análogas à escravidão

Da Redação

Um trabalhador de 49 anos foi resgatado de uma fazenda no município de Dourados, onde vivia em condições análogas à escravidão, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT). No local de moradia do trabalhador, equipes de fiscalização registraram más condições, como falta de higiene e água encanada. Agentes do MPT e do Ministério do Trabalho descobriram o caso por meio de uma denúncia anônima.

A propriedade rural fica no distrito de Itahum, a 50 km da sede do município. A vítima contou que trabalhava como peão havia 10 anos, e que já tinha tentado deixar o emprego, mas sentia medo da reação do patrão. Sem água encanada no alojamento, o trabalhador precisava ir até o açude para matar a sede ou tomar banho. Os pagamentos não eram feitos regularmente, segundo o trabalhador. A alimentação só era levada pelo patrão quando o peão pedia.

Além disso, havia três armas de fogo no alojamento, sendo uma de uso restrito da polícia. “Sua liberdade estava sendo cerceada pelo fato de o trabalhador se sentir intimidado, no seu relacionamento com o empregador, pela presença ostensiva de armas”, explica o procurador do trabalho Jeferson Pereira.

O trabalhador foi levado da fazenda para a casa da família, em Dourados. O Ministério do Trabalho deve concluir esta semana o levantamento de todas as verbas rescisórias e contratuais a que o trabalhador tem direito. O pagamento da quantia deverá ser feita pelo empregador em um prazo de até 10 dias. Caso a quitação dos débitos não seja feita de forma espontânea pelo dona da fazenda, o Ministério Público do Trabalho irá acionar a Justiça.

Este ano, 60 pessoas já foram resgatadas na região de Dourados pelos órgãos de defesa do trabalhador. Todos viviam em situação análoga à escravidão e foram encontrados a partir de denúncias anônimas.

(*) Com informações de G1 MS

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