Sindicato pede união dos trabalhadores em Três Lagoas; atrasos nos salários chegam a oito meses

Trabalhadores da empresa Viação São Luiz, em Campo Grande, cruzaram os braços na manhã desta segunda-feira, 2, em protesto contra o atraso de salários.

Os vencimentos dos trabalhadores de Campo Grande já acumulam quatro meses de atraso e 11 tickets alimentação. Em Três Lagoas a situação é pior: funcionários reportam até oito meses de salários atrasados e 29 tickets alimentação.

“Aqui em Campo Grande não está tão ruim quanto Três Lagoas porque é a terceira greve que fazemos neste ano. Mas em Três Lagoas o sindicato não está agindo como deveria, por isso pedimos aos trabalhadores daí que façam um abaixo-assinado para que a Federação interfira. Assim poderemos interceder por eles”, afirmou, em entrevista, o Presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas, de Coletivos Intermunicipais e Interestaduais do Estado de  Mato Grosso do Sul (FETETROCI/MS) e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Campo Grande (STTRCG), Samir José da Silva.

Dívida chega a R$ 6,5 milhões

De acordo com Samir, representantes da empresa estiveram junto aos trabalhadores no início da manhã de hoje. Segundo eles, a empresa tenta um crédito junto ao Sicredi, no valor de R$ 6,5 milhões, que seria suficiente para pagar a dívida. Bens dos proprietários entrariam como garantia do pagamento junto ao banco.

“Agora o pessoal da empresa foi para o Sicredi tentar resolver isso”, afirmou Samir.

Ainda de acordo com o presidente da FETETROCI, a situação se arrasta há tempos. “Já fizemos assembleias, já tivemos promessas, mas nada se concretizou. Disseram que iam conseguir o dinheiro até dia 30, mas nada aconteceu”, disse.

As garagens de Campo Grande e Cassilândia estão paradas. “Parece que em Três Lagoas tem uns motoristas parando também. Mas precisamos que os trabalhadores se unam. O sindicato de Três Lagoas não está ajudando os trabalhadores de lá, então pedimos que façam um abaixo-assinado e peçam para a Federação interferir. Assim podemos ajudá-los”, diz Samir.

Comentários