09/03/2018 14h02

Paralisação é nacional e tenta barrar alteração no acordo coletivo, que ainda está no prazo

Redação

Os trabalhadores dos Correios prometem paralisação nacional na próxima segunda-feira (12) contra alteração no plano de saúde. O acordo coletivo de trabalho, que vale até o dia 31 julho, foi assinado pela empresa e homologado pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho).

A paralisação é nacional e tenta defender o acordo coletivo, que ainda está no prazo. A direção dos Correios entrou com um pedido de dissídio no TST pedindo alteração na cláusula que trata do Plano de Saúde dos Trabalhadores. A mudança exclui pais e mães da assistência.

Além da alteração no plano, os trabalhadores apontam suspensão de férias de todos os funcionários e desligamentos por meio de Planos de Demissão Incentivadas

PUBLICIDADE

“Temos um acordo assinado pela empresa e homologado pelo TST. Agora querem mudar antes do prazo de validade do acordo. Isso é querer mudar o resultado de um jogo depois do jogo ter terminado, o resultado aceito por todos e a súmula assinada”, afirma a presidente do Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso do Sul), Elaine Reginal Oliveira.

O Sintect reitera que a paralisação é nacional e se trata de uma deliberação da Federação Nacional da categoria para defender o acordo.

Além da revogação das férias, os trabalhadores reclamam da falta de pessoal em todos os setores. O número de trabalhadores caiu de 124 mil para 106 mil. A paralisação tem início à zero hora do dia 12 de março.

O Campo Grande News indagou a assessoria dos Correios de Campo Grande sobre a situação, que informou que deve se posicionar no início desta tarde.

(*) Campo Grande News

(Foto: Divulgação)

Comentários