30/10/2013 14h06 – Atualizado em 30/10/2013 14h06

Transporte pela MS-306 atinge 98,4% da capacidade, aponta estudo

Índice coloca rodovia como um dos principais gargalos no Centro-Oeste. Ferrovia entre Corumbá e Três Lagoas é principal gargalo potencial futuro

Da Redação

A MS-306, entre Chapadão do Sul (MS) e Cassilândia (MS), atingiu 98,4% da capacidade de transporte diária, conforme estudo Centro-Oeste Competitivo, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Confederação da Agricultura e Pecuário do Brasil (CNA). Isso coloca a rodovia como um dos principais gargalos atuais na região Centro-Oeste.

Conforme projeção do estudo, o uso da capacidade da MS-306 pode chegar a 229,6% em 2020 se os investimentos necessários em logística não forem feitos.

Por conta desse e de outros gargalos, o levantamento aponta que a região Centro-Oeste precisa de R$ 36,4 bilhões em investimentos até 2020 para garantir o escoamento ágil e eficiente da produção. Esse é o valor necessário à execução de 106 projetos prioritários para ampliar e modernizar a infraestrutura de transportes de Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A malha rodoviária sul-mato-grossense tem outros trechos problemáticos. O da BR-158 entre Cassilândia e Aparecida do Taboado, por exemplo, atingiu 97,8% do uso da capacidade. Na BR-163 entre Nova Alvorada do Sul e Mundo Novo, o uso da capacidade varia de 69,6% a 83,3%.

No modal ferroviário, Mato Grosso do Sul tem como um dos principais gargalos o trecho entre Chapadão do Sul e Aparecida do Taboado: 66,3% do uso da capacidade.

PROJEÇÃO

Segundo o estudo, o principal gargalo potencial futuro em Mato Grosso do Sul será a ferrovia entre Corumbá e Três Lagoas, que tem uso estimado da capacidade entre 575,6% e 822,3%. Na BR-163 entre Campo Grande e Mundo Novo, o uso está estimado entre 191,9% e 333,7%. A BR-158, entre Cassilândia e Aparecida do Taboado, terá 228,2% do uso da capacidade.

(*)Com informações de G1 MS

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