Uma cidade que, em poucos anos, deixou a calma da vida rural, com suas fazendas de pecuária, para abraçar a vocação industrial

Transformação. Resiliência. Resistência. Se os 106 anos de Três Lagoas (comemorados no próximo dia 15 de junho) pudessem ser resumidos em poucas palavras, certamente essas três estariam dentre elas.

Uma cidade que, em poucos anos, deixou a calma da vida rural, com suas fazendas de pecuária, para abraçar a vocação industrial. Do pasto do gado para as plantações de eucalipto, essa terra viveu – e vive, diariamente – uma transição de economia e, mais do que isso, precisou aprender a se inserir nesse admirável mundo novo. Transformação.

Apesar disso, de viver o boom industrial e se colocar, em pouco tempo, como principal polo exportador do estado, Três Lagoas se recusou a deixar de lado o que de melhor o campo oferece: a natureza exuberante, a vida calma, o tererê nos dias mais quentes, o pôr do Sol, os passeios na Lagoa Maior. Junte-se a isso pessoas de várias partes do Brasil, cada um com seu sotaque, sua cultura, seus costumes – gente que veio de todos os cantos para ajudar a desenvolver a cidade. Dessa forma, conseguiu unir o melhor dos dois mundos. Resiliência.

Agora, no pior momento das últimas décadas, quando uma pandemia assoladora colocou o mundo de joelhos, o povo três-lagoense – tanto os nascidos aqui quanto os filhos adotivos – precisou mostrar o que a cidade tem de melhor: seus valores humanos.

Com a pandemia, a recessão global, a necessidade de medidas sanitárias duras, veio o desemprego, a fome, o desespero de ver parentes e amigos perecendo para o vírus. E, para suportar essa fase terrível, Três Lagoas contou com sua gente, que resistiu, se uniu e tentou, de todas as formas, trazer um pouco de alento a quem sofre, seja com alimentos, ações, orações e momentos de carinho com os que sofrem em hospitais. Resistência.

Neste especial do mês de aniversário de Três Lagoas, mais do que celebrar a vida industrial da cidade – já tanto abordada em especiais anteriores – o Perfil News optou por mostrar cidadãos, entidades e empresas que, em grupos ou individualmente, fizeram diferença neste ano pandêmico e conseguiram transformar e deixar um pouco melhor a vida dessa gente que luta e batalha para manter a cidade de pé.

(*) Gisele Berto

Comentários