18/06/2019 07h56

A cidade já registrou seis mortes em decorrência da doença; conheça os sintomas da Influenza e saiba quando procurar ajuda médica

Gisele Berto

Mato Grosso do Sul já registrou mais de 80 casos de Influenza A. Destes 27 foram registrados em Três Lagoas – o maior índice dentre todas as cidades do Estado.

Nem a Capital, com a população sete vezes maior, registrou tantos casos. Lá, foram contabilizadas 22 pessoas com a Gripe.

Três Lagoas também é a cidade que registrou o maior número de óbitos. Das 22 mortes ocorridas no Estado, [seis foram registrada na cidade]((https://www.perfilnews.com.br/noticias/bolsao/homem-de-53-anos-e-a-sexta-vitima-fatal-de-h1n1-em-tres-lagoas). Corumbá registrou três casos e é a segunda cidade com o maior número de mortes em decorrência da Influenza.

Para evitar a epidemia, a Secretaria de Saúde do Município pediu doação ao Instituto Butantan e conseguiu 50 mil doses extra de vacina, e abriu campanha de vacinação para toda a população, além do grupo prioritário de risco, cuja meta de vacinação já havia sido batida durante a Campanha Nacional, encerrada em 31 de maio (clique na imagem abaixo para ver locais e horários disponíveis para vacinação).

PREVENÇÃO

Preocupada com a disseminação do vírus e a possibilidade de uma epidemia, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) alerta as pessoas para que procurem ajuda médica assim que notem os primeiros sintomas. A doença pode matar e por isso é importante estar atento aos sinais iniciais.

Pacientes com tosse, febre, dor de garganta e dores nas articulações, dores musculares ou de cabeça devem procurar atendimento médico com urgência, em especial os que possuem alguma comorbidade, como os doentes crônicos ou imunodeprimidos.

Com a baixa umidade relativa do ar e com a proximidade do inverno, problemas respiratórios surgem com mais frequência. Os sintomas da Influenza (H1N1, H3N2 e Influenza B) podem ser, em alguns casos, confundidos com doenças do trato respiratório comuns a essa época do ano. “Por isso é determinante consultar um médico que irá avaliar os sintomas e solicitar o exame para confirmar o diagnóstico”, explicou a diretora geral da Atenção à Saúde da SES, Mariana Croda.

Ações rotineiras e hábitos simples podem diminuir a circulação do vírus da gripe. Confira quais eles, conforme a orientação da SES: higienizar as mãos com frequência, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, higienizar as mãos após tossir ou espirrar, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal, evitar aperto de mãos, abraços e beijo social, reduzir contatos sociais desnecessários e evitar, dentro do possível, ambientes com aglomeração, evitar também visitas a hospitais e ventilar os ambientes.

O antiviral Oseltamivir, de nome comercial Tamiflu, está disponível em todo o Estado gratuitamente, e o seu uso no início dos primeiros sintomas da gripe é fundamental para prevenir o agravamento dos casos. Porém, existem critérios pré definidos pelo Protocolo de Tratamento de Influenza que devem ser seguidos.

DIFERENÇA ENTRE RESFRIADO E INFLUENZA

O resfriado geralmente é mais brando que a gripe e pode durar de 2 a 4 dias. Também apresenta sintomas relacionados ao comprometimento das vias aéreas superiores, mas a febre é menos comum e, quando presente, é de baixa intensidade. Outros sintomas também podem estar presentes, como mal estar, dores musculares e dor de cabeça. Assim como na gripe, o resfriado comum também pode apresentar complicações como otites, sinusites, bronquites e até mesmo quadros mais graves, dependendo do agente etiológico que está provocando a infecção.

O que popularmente ficou conhecida como “gripe A” é, na verdade, a gripe causada pelo vírus influenza A H1N1. Em 2009, o mundo enfrentou uma pandemia desta gripe, com grande repercussão na saúde das pessoas e sobrecarga da rede de serviços de saúde. Outro vírus influenza A que também está circulando pelo mundo é o H3N2. A vacina contra a gripe protege tanto contra o H1N1 como contra o H3N2, além de também oferecer proteção contra influenza B.

Foto: Divulgação

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