Em todo o Brasil mais de 400 municípios dividiram R$35,5 milhões para fortalecer as ações de combate à malária, leishmaniose e doença de chagas.

Três Lagoas, Corumbá e Campo Grande foram os três municípios escolhidos no Mato Grosso do Sul para receber verbas extras do Governo Federal para combate à malária, leishmaniose e doença de chagas.

Segundo comunicado divulgado hoje, 27, pelo Ministério da Saúde, o recurso foi repassado no fim de dezembro de 2019. Mais de 430 municípios dividiram os R$ 35,5 milhões em recursos extras. Três Lagoas recebeu R$ 450 mil.

Os locais foram escolhidos por apresentarem maior número de casos das doenças nos últimos anos. Com o recurso extra, os estados e municípios poderão reforçar as ações de vigilância para prevenção, controle e eliminação dessas doenças.

Os 434 municípios contemplados com os recursos extras da Portaria nº 3.775, de 24 de dezembro de 2019 estão nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Sergipe, São Paulo, Tocantins, Distrito Federal e Espírito Santo.

Para malária, foram considerados municípios prioritários, aqueles que apresentaram 80% da carga da doença, de acordo com os dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Malária (Sivep-Malária) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) no ano de 2019 (janeiro a outubro). Neste período, 131,9 mil casos da doença foram confirmados em todo o país.

Os locais prioritários para Leishmaniose visceral foram definidos de acordo com o índice que leva em conta diferentes variáveis, como número de casos e taxa de incidência; gerado pelo Sistema de Informação Leishmanioses nas Américas (SisLeish) da OPAS/OMS. Em 2018, 3,4 mil casos foram confirmados em todo o país.

Para a Doença de Chagas, foram considerados municípios prioritários, levando em conta uma análise de vários critérios, incluindo internação e mortalidade, além de vulnerabilidade para a transmissão vetorial domiciliar e incidência de casos agudos. Em 2018, 380 casos agudos da doença foram confirmados no país. Ainda, foi levada em consideração a estimativa de população do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2018, aplicada aos municípios.

Leishmaniose em Três Lagoas

Este ano começou com a notificação de um caso positivo de leishmaniose, na segunda semana epidemiológica de 2020. Trata-se de uma mulher de 32 anos de idade, residente no Bairro Colinos. O início dos sintomas foi em 20 de outubro de 2019, porém somente em janeiro desse ano que foi diagnosticada com leishmaniose. A paciente já recebeu alta do hospital.

Três Lagoas encerrou 2019 com 173 casos suspeitos notificados de Leishmaniose. Desse total, 10 foram diagnosticados como casos positivos e 163 descartados como negativos.

Entre os 10 casos positivos de Leishmaniose de 2019, houve registro de três óbitos, sendo o de uma criança de um ano, em 10 de março, uma mulher de 76 anos, residente no Jardim Planalto, em 14 de setembro, e de um homem de 71 anos de idade, em 18 de novembro, residente no Jardim Capilé.

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