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sexta-feira, 28 de janeiro, 2022
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Três Lagoas recebe nova procuradora do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul

A atuação da PTM de Três Lagoas abrange também os municípios de Anaurilândia, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Brasilândia, Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Inocência, Paraíso das Águas, Paranaíba, Santa Rita do Pardo e Selvíria

Do Pará para Mato Grosso do Sul. Dois estados que combinam bases identitárias marcadas por influências indígenas, agropecuária e extrativismo abrem caminho para a trajetória profissional da procuradora Juliana Beraldo Mafra, que entrou em exercício no último dia 12 de novembro na unidade do MPT-MS em Três Lagoas. Ela assume a vaga até então ocupada pelo procurador Leonardo Lobo Acosta, removido a pedido para a regional em Santa Catarina.

Natural de Campinas/SP, Juliana Beraldo (foto) graduou-se em Direito pelo Centro Universitário de Araraquara e possui pós-graduação latu sensu em Direito do Trabalho pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci.

Empossada em 2018, a nova procuradora teve lotação inicial na cidade de Macapá/AP e depois Marabá/PA. Antes de ingressar no MPT, ela acumulou experiências profissionais como oficial de Justiça Avaliadora Federal junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) e da 11ª Região (AM). Além disso, ocupou o cargo de técnico Judiciário no Tribunal de Justiça de São Paulo. Atualmente, desempenha as funções de vice-coordenadora do Grupo de Trabalho Comunidades e Povos Tradicionais e de coordenadora do Subgrupo de Trabalho Indígenas.

Políticas afirmativas

Juliana Beraldo defende que as políticas públicas de combate ao trabalho infantil, como o bolsa família, e ações afirmativas, como a de cotas, tão criticadas em nossa sociedade, são extremamente necessárias para que haja justiça social.

Ela ainda sustenta que o diálogo com os povos originários e tradicionais – indígenas, quilombolas, ribeirinhos e povos de terreiro – é essencial para a implementação da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho. “O trabalho dos povos e comunidades tradicionais precisa da mesma proteção exigida para o trabalho com um vínculo de emprego. Segurança no trabalho, ambiente salubre, combate à discriminação, por exemplo, devem ser garantidos no trabalho tradicional desses povos. Precisamos ouvi-los para descobrir suas demandas”, sublinha.

A atuação da PTM de Três Lagoas abrange também os municípios de Anaurilândia, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Brasilândia, Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Inocência, Paraíso das Águas, Paranaíba, Santa Rita do Pardo e Selvíria.

Fonte: Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul

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