17/04/2014 15h37 – Atualizado em 17/04/2014 15h37

Três-lagoense ainda não está empolgado pelo evento

Alguns órgãos públicos já têm definidos os horários de funcionamento; a prefeitura de Três Lagoas ainda não. Nas ruas, o tema não atrai ainda a população

Léo Lima

Há pouco menos de dois meses para o início dos jogos da Copa do Mundo, o três-lagoense não se sente motivado pelo evento, que este ano acontece no Brasil, de 12 de junho a 13 de julho. Poucas pessoas manifestam estar interessadas. “Tem tanta coisa precisando fazer no Brasil e os caras [autoridades] ficam investindo em estádio”, resumiu a comerciária Taize dos Santos Moreira. (Veja galeria de opiniões, mais abaixo)

Pela cidade, somente dois locais foram decorados com as cores do país (verde e amarelo, predominantemente): uma escola estadual (com as cores do Estado – azul e verde – pintadas juntas) e um imóvel localizado na avenida Eloy Chaves que, costumeiramente, em época de eventos mantém a pintura.

Órgãos municipais, estaduais e bancos têm pré-definido o horário de funcionamento durante os jogos do Brasil no mundial.

Entretanto, as prefeituras de Três Lagoas e Campo Grande e o Governo de Mato Grosso do Sul ainda não definiram o funcionamento, mas por meio de suas assessorias informaram que devem seguir o decreto oficial, que permite ponto facultativo à tarde nos dias em que o Brasil jogar.

Já o Banco do Brasil, por meio de uma circular, divulgada em seu site, informou que autoriza que os bancos múltiplos com carteira comercial, bancos comerciais e caixas econômicas alterem o horário de atendimento ao público em suas agências. Nos dias em que a seleção brasileira jogar as agências devem, obrigatoriamente, realizar atendimento de, no mínimo, quatro horas.

A circular ainda informa que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central deverão, com antecedência mínima de dois dias úteis, afixar em suas dependências aviso sobre o horário de atendimento nos dias dos jogos.

ADMINISTRAÇÃO FEDERAL

O expediente da administração pública federal funcionará com jornada reduzida nos dias de jogos da Copa do Mundo disputados pela seleção brasileira. Os funcionários serão dispensados a partir das 12h30 e posteriormente deverão compensar as horas não trabalhadas.

A compensação será combinada pelos trabalhadores com suas chefias diretas. Nos dias de jogos sem a participação da seleção brasileira, haverá expediente normal de trabalho. A administração pública federal é composta de órgãos públicos, autarquias e fundações vinculadas à União.

VERDE E AMARELO

Um imóvel localizado no numeral 1911 da avenida Eloy Chaves teve a pintura realçada com as cores predominantes da bandeira brasileira – verde a amarelo. Provavelmente, em decorrência da Copa do Mundo que está para acontecer no país.

Tal fato chama a atenção de transeuntes e condutores de veículos que passam em frente à casa, que tem também a calçada pintada nas mesmas cores.

COLÉGIO PINTADO

Na rua João Carrato, no bairro Lapa, o muro em redor da Escola Estadual Fernando Corrêa da Costa, foi todo pintado nas cores da bandeira brasileira, durante ação educativa de alunos do ensino médio do estabelecimento educacional.

Segundo a diretora Selma de França Vieira, o trabalho faz parte de um projeto, denominado “Jovens do Futuro” (desenvolvido pelo MEC –Ministério de Educação e Cultura), tendo como alvo alunos do ensino médio. “Fizemos uma escolha por esse trabalho, depois de reunião com alunos e professores. Daí, na sexta-feira (04), os alunos iniciaram a pintura do muro em volta da escola, divididos em grupos”, comentou.

Neste ano letivo, o colégio atende 300 alunos do ensino médio, de um total de 1.290 estudantes. “Foi um trabalho escolar, mas é claro que vamos torcer pelo Brasil na Copa”, concluiu Selma.

COMÉRCIO APOSTA

Comerciantes que trabalham com confecções estão apostando no sucesso das vendas nesta época. “Já vendemos umas 200 peças e temos pedidos para entregar mais 400”, comentou Regiane Menezes, sócia de uma loja que comercializa e também fabrica camisetas.

Estabelecida há alguns anos na rua João Carrato, 1518, a Regiane Bordados vem atendendo o mercado consumidor com confecção de jalecos, uniformes empresariais e outras peças. “Agora, temos muito mais motivo para apostar nas vendas, porque vem aí o maior evento do mundo e vamos aproveitar”, enfatizou a comerciante.

OPINIÕES

“Espero que não seja como da outra vez que até meu cachorrinho, o Billy, vestiu camisetinha verde e amarela e o Brasil perdeu”. Izabel Cristina, dona de casa.

“Não vejo muito jogos de futebol; viajo muito. Tenho que trabalhar e não é a Seleção Brasileira que vai pagar minhas contas”. Lucas Anselmo da Silva, vendedor ambulante.

“Nos dias dos jogos do Brasil vou procurar assistir, mesmo que esteja em outro lugar, outra cidade; vamos conquistar a Copa”. Epitácio da Silva, motorista.

“Prefiro curtir minha namorada e meus amigos, tomando um ‘téra’, mas se acontecer algum jogo a gente também curte”. Nilson Matheus, estudante.

“Eu e meu marido vamos é para Inocência, curtir a natureza na fazenda; vamos ganhar muito mais do que perder tempo com Copa do Mundo”. Jaqueline Cardoso, vendedora.

“Vamos torcer para que o Brasil ganhe, com certeza; mais para frente o pessoal vai começar a se interessar”. Regiane Menezes, comerciante.

Imóvel localizado na Eloy Chaves, pintado de verde e amarelo; no detalhe em cima, loja que aposta nas vendas durante a Copa e embaixo, à esquerda, escola Fernando Corrêa (Foto; Léo:Lima^)

Pintada nas cores da seleção brasileira, a casa na Eloy Chaves chama a atenção de quem passa pela avenida (Foto: Léo Lima)

Todo o muro em redor da escola foi pintado com as cores da bandeira brasileira (Foto: Léo Lima)

Os alunos que realizaram o trabalho na Fernando Corrêa grafaram os nomes no muro (Foto: Léo Lima)

A loja que fabrica e vende camisetas da seleção brasileira, na rua João Carrato (Foto:  Léo Lima)

O vendedor de frutas Lucas Anselmo (Foto:Léo Lima)

O torcedor do Santos Epitácio da Silva (Foto: Léo Lima)

O estudante Nilson Matheus (Foto: Léo Lima)

A vendedora Jaqueline Cardoso (foto: Léo Lima)

A comerciante Regiane Menezes (Foto: Léo Lima)

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