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Tumor cerebral faz com que americano vire pedófilo

22/10/2002 09h52 – Atualizado em 22/10/2002 09h52

RIO – Um tumor cerebral fez com que um professor americano de 40 anos, sem qualquer histórico de crimes de abuso sexual, se tornasse pedófilo. A notícia foi publicada nesta segunda-feira na edição eletrônica da revista document.write Chr(39)New Scientistdocument.write Chr(39). De acordo com a publicação, após ter o tumor removido, o paciente deixou a obsessão de lado. O caso foi divulgado durante o encontro anual da Associação Americana de Neurologia, realizado em Nova York.

Os cientistas contaram que o paciente apresentava um tumor do tamanho de um ovo no lóbulo direito do córtex orbifrontal. Essa área é responsável pelo julgamento, controle de impulsos e comportamento social. No entanto, o neurologista Russell Swerdlow e Jeffrey Burns, da Universidade de Virginia em Charlottesville, nos Estados Unidos, acreditam que esse seja o primeiro caso registrado de danos na região associado à pedofilia.

document.write Chr(39)Nós estamos lidando com a neurologia da moralidadedocument.write Chr(39), disse Swerdlow à New Scientist. Segundo ele, a área onde o paciente apresentava o tumor é um local onde podem ocorrer problemas sem que o médico sequer tome conhecimento.

De acordo com a revista, o homem começou a consultar sites de pornografia infantil e também a pedir que as prostitutas fizessem coisas que antes ele não solicitava. document.write Chr(39)Ele não estava fingindo. Mas se alguém disser que todo pedófilo precisa se submetido a exames, digo que a diferença é que esse homem tinha um histórico de vida normal antes do problema. A maioria dos pedófilos desenvolve esse problema no início da vidadocument.write Chr(39), disse Burns

Os médicos contaram que o professor americano sabia que seu novo comportamento era inaceitável, mas segundo o paciente disse, document.write Chr(39)o princípio do prazer ser maior do que seu controledocument.write Chr(39). Quando sua mulher descobriu que ele fazia abordagens sexuais sutis a crianças, ele foi legalmente desalojado, considerado culpado de mosletar crianças e medicado para tratar a pedofilia.

O juiz determinou que ele passasse por um tratamento de reabilitação de 12 semanas do Sexólicos Anônimos ou que fosse para a cadeia. Mas ele foi expulso do programa depois que, sem conseguir se conter, pediu que as mulheres do programa tivessem relações sexuais com ele.

Um dia antes de ser sentenciado à prisão, ele foi a um hospital dizendo sentir muita dor de cabeça. O homem contou ainda estar com medo de estuprar a dona de seu apartamento. Após ser levado ao departamento de psiquiatria, ele disse ter problemas de equilíbrio e os médicos solicitaram uma tomografia computadorizada.

O exame revelou a existência do tumor no cérebro. Outros testes indicaram que o homem também não conseguia escrever ou copiar desenhos e que tinha incontinência urinária.

Meses após a extração do tumor e depois de ter completado o programa de sexólicos anônimos, o homem voltou para casa. Em outubro de 2000, ele começou a reclamar novamente de dores de cabeça e voltou a consultar sites de pornografia. Exames mostraram que o tumor havia voltado a crescer. Ele foi removido novamente e o paciente voltou a apresentar um comportamento normal.

Durante o encontro, Swerdlow sugeriu que médicos que notarem mudanças na personalidade dos pacientes associadas com uma inabilidade de escrever ou copiar fotos podem passar a considerar doenças cerebrais como a possível causa da pedofilia.

Fonte: GloboNews

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