27/04/2016 16h13 – Atualizado em 27/04/2016 16h13

Estudo do Serviço de Proteção ao Crédito mostra que em apenas 11,5% dos casos, quem ficou com o nome sujo por terceiros conseguiu receber o valor integral da dívida

Ariane Pontes com informações

Nos últimos doze meses um em cada dez consumidores que estão ou ficaram inadimplentes, emprestaram o nome para outra pessoa fazer compras ou tomar empréstimos, segundo revelou pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

De acordo com o estudo, 11,2% dos inadimplentes ficaram nessa situação porque cederam o nome para conhecidos: 26,6% para amigos e 21% para irmãos.

O motivo que levou 39,6% dos entrevistados a tomar essa atitude generosa, emprestando cartões ou cheques foi o ato de ajudar.

A maioria 50,7% sabia o valor que seria gasto em seu nome, entretanto 28,5% disseram não ter conhecimento de quanto seria gasto, em seu nome. E desses 79,2%, oito em cada dez, ainda afirmam não saber o valor pago pela dívida.

Infelizmente a pesquisa aponta que esse ato bondoso não termina bem. Mais da metade dos solidários, 76,4% não receberam nada, e apenas 11,5% já resgataram o valor integral da dívida.
Quase a metade dos solidários, 44,3% optou por não cobrar o dinheiro gasto da pessoa, e 12,1% pagaram um valor parcial.

Do lado dos que não honraram suas dívidas com quem emprestou o nome, 5,3% dizem ter pagado o débito integralmente, outros 64,1% ainda negociam como quitar a dívida e, 19,9% assumiram a dívida.
Entre as justificativas dos devedores estão: 40,3% não possui dinheiro; 15,1% vão pagar quando arrumar um emprego ou tiver aumento salarial.

A pesquisa apontou que na maior parte dos casos, 69,2% o relacionamento entre devedor e quem emprestou ficou abalado. E 82% afirmam nunca mais emprestar seus dados para terceiros. A pesquisa entrevistou 1.088 consumidores residentes em todas as regiões brasileiras, com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais, atuais inadimplentes ou ex-inadimplentes há no máximo 12 meses.

(*) Informações Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)

Em 62% dos casos relacionamento entre devedor e quem emprestou ficou abalado (Foto:Portal do Consumidor)

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