22/12/2012 08h16 – Atualizado em 22/12/2012 08h16

Usina de separação de lixo será ativada neste sábado em MS

127 pessoas foram cadastradas para trabalhar na usina em Campo Grande. Desativação do lixão na terça-feira (18) gerou protesto e prisões.

Da Redação

A Usina de Triagem de Resíduos (UTR) de Campo Grande começará a funcionar a partir deste sábado (22) bairro Dom Antônio Barbosa, em Campo Grande. De acordo com o superintendente da empresa Solurb Soluções Ambientais, Élcio Terra, 127 pessoas foram cadastradas para trabalhos nas áreas administrativa e de produção da UTR. Nesta sexta-feira (21), os cooperados receberam uniforme de trabalho e discutiram os turnos de trabalho.

A Solurb venceu a licitação e assumiu os serviços, durante 25 anos, de coleta e destinação final do lixo em Campo Grande, além dos entulhos das obras públicas. Segundo a empresa, serão investidos R$ 171,3 milhões para execução dos serviços.

Na quinta-feira (19), foi instalada a cobertura da UTR, última etapa antes do início do funcionamento. Nesse local, será feita a separação dos materiais que será enviado para reciclagem.

PROTESTO

Na última terça-feira (18), os catadores fizeram protesto durante a desativação do lixão. Cinco trabalhadores foram detidos, depois que o grupo tentou impedir a entrada dos caminhões que iriam descarregar o lixo no aterro sanitário.

Durante o protesto, o vice-presidente da cooperativa dos catadores, Sérgio Rodrigues de Sousa disse que o grupo não era contra o fechamento da área, mas que o acordo era que a desativação só seria feita quando a UTR estivesse em funcionamento.

Ao todo, 45 policiais da Cavalaria, Tropa de Choque, Companhia de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe) cercaram a área e utilizaram bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar a manifestação.

(*) Com informações de G1 MS

Após instalação da cobertura da UTR, local foi liberado para funcionamento (Foto: Fernando da Mata/G1 MS)

Cinco catadores foram detidos após protesto durante desativação do lixão (Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)

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