“O momento, além das incertezas, aponta para uma profunda reflexão das nossas responsabilidades sociais, estamos muito mais solidários, compreensivos e responsáveis”, disse o líder do Movimento Popular Energia Cara Não

Consumidores de energia elétrica de Mato Grosso do Sul repudiam a tentativa da Energisa de emplacar um novo reajuste de tarifa. O empresário Venício Leite, líder do Movimento Popular Energia Cara Não, apresentou uma planilha de reajustes que a empresa vem aplicando no Estado desde 2016, sempre com percentuais acima do acumulado da inflação. Ele considerou uma ousadia da empresa tentar aplicar um novo reajuste em plena crise econômica que assola o país e também durante o processo de CPI da Energisa, que vem sendo tocado pela Assembleia Legislativa de MS.

“É inadmissível qualquer reajuste de tarifa quando estamos investigando um aumento abusivo junto a praticamente todos os consumidores do Estado”, afirmou Venício Leite, lembrando que “estamos no mais crítico momento de incertezas das práticas comerciais, industriais e  de serviços. O momento, além das incertezas, aponta para uma profunda reflexão das nossas responsabilidades sociais, estamos muito mais solidários, compreensivos e responsáveis”.

De acordo com levantamento feito pelo Movimento Energia Cara Não, em abril de 2016, o reajuste de tarifa foi de 7,38% contra uma inflação acumulada nos 12 meses que antecederam esse reajuste, foi de 6,29%; Em 2018, foram 9,87% contra uma inflação de 2,95%; Nesse mesmo ano, no mês de agosto, houve um reajuste de 24,42% a título de “Revisão tarifária quadrianual”; Em abril de 2019, 12,39% contra uma inflação de 4,94% e agora, em 2020, a Energisa quer aplicar mais 6,21% de reajuste contra uma inflação acumulada que está em 4,01%.

“Lamentavelmente, a concessionária ENERGISA, parece que vive num mundo à parte da nossa realidade. Ela ainda não percebeu a profunda crise que estamos ainda por sentir. Ela insiste em mostrar a sua soberba ignorância, para um povo já entregue às cordas da resistência e da sobrevivência”, afirmou Venício Leite.

O empresário afirma que a luta do “Movimento Energia Cara Não” não irá se encerrar com o relatório da CPI da ENERGISA, “vamos muito mais longe, vamos buscar junto as prefeituras do interior do Estado e brigar por uma cobrança mais justa para a COSIP e também junto ao Governo do Estado do MS, onde buscaremos a isenção do ICMS sobre a produção e transmissão de energia”, afirmou.

O líder do movimento afirma que o “Energia Cara Não” empunha essa bandeira porque entende que a energia elétrica é um bem imprescindível para todos os seres humanos, pois através dela torna-se possível o desfrute de uma vida digna, mediante o gozo de condições materiais mínimas de sobrevivência. A ausência do acesso à eletricidade está diretamente vinculada ao estado de pobreza e às condições indignas em que algumas comunidades no Brasil, principalmente as mais isoladas dos centros urbanos, se encontram.

(*) Assessoria de Comunicação

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