26/11/2018 15h30

O acordo da ONU com a Venezuela marca uma mudança da posição do governo do ditador Nicolás Maduro, que vinha recusando ajuda internacional e negando que haja crise, apesar da situação de hiperinflação, falta de produtos básicos e insegurança alimentar.

FOLHAPRESS

A ONU (Organização das Nações Unidas) liberou US$ 9,2 milhões (R$ 36 milhões) em ajuda humanitária para a Venezuela, a primeira alocação do tipo para mitigar a crise no país latino-americano.

O acordo da ONU com a Venezuela para a ajuda humanitária marca uma mudança da posição do governo do ditador Nicolás Maduro, que vinha recusando ajuda internacional e negando que haja crise, apesar da situação de hiperinflação, falta de produtos básicos e insegurança alimentar.

Em setembro, na Assembleia-Geral da ONU em Nova York, Maduro disse que a crise humanitária no país era uma invenção para justificar uma intervenção dos EUA no país.

A ONU calcula que 1,9 milhão de pessoas deixaram a Venezuela desde 2015. O regime de Maduro considera que as cifras são um terço disso.

O dinheiro será usado para programas de assistência nutricional. Segundo o Fundo de Resposta Emergencial Central (Cerf, na sigla em inglês) da ONU, o foco será ajudar crianças de até cinco anos, grávidas e lactantes e venezuelanos vulneráveis em comunidades de fronteira.

Procurado pela agência Reuters, o Ministério de Informação da Venezuela não comentou sobre a liberação de verbas para ajuda humanitária pela ONU.

Parte das verbas vai para ajudar venezuelanos nos estados de Apure, Táchira e Zulia, na fronteira com a Colômbia, país que mais recebeu venezuelanos desde o início da crise –cerca de 1 milhão, segundo estimativas.

O presidente da Venezuela, Nicolás MaduroFabio Pozzebom/Agência Brasil

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