20/05/2015 09h38 – Atualizado em 20/05/2015 09h38

Além das investigações por corrupção e lavagem de dinheiro, outro motivo seria o fato de Olarte estar usando jatinho de empresário que tem contratos milionários com a prefeitura.

Fábio Jorge

Na sessão de ontem, terça-feira (19), a Câmara Municipal de Campo Grande esteve lotada, onde grupos contra e a favor do prefeito Gilmar Olarte (PP) acompanharam o pronunciamento dos vereadores sobre a abertura da Comissão Processante que, tem como objetivo cassar o mandato de Olarte.

Embasado em várias denúncias e procedimentos ilegais por parte do chefe do administrativo, o pedido da CP foi feito pelos vereadores Alex (PT), Thais Helena (PT) e Luiza Ribeiro (PPS), ambos da oposição. A abertura do processo precisa ter assinatura de 20 parlamentares. Atualmente, são 29 vereadores na Capital.

O documento deve passar pela análise da procuradoria jurídica da Casa de Leis que, tem cinco dias para manifestar decisão. Estando tudo em conformidade, a assinatura do pedido de CP pode acontecer na próxima semana.

MOTIVOS PARA CASSAÇÃO

Para os vereadores, está claro o descumprimento por parte de Olarte em suas obrigações políticas, assim como favorecimento próprio. Segundo a vereadora Thais Helena, o prefeito não cumpriu a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) no que diz respeito ao gasto com pessoal. O desacordo sobre o piso salarial dos professores reforça o pedido.

Também serve como motivo para cassação, o fato de Olarte estar utilizando jatinho de um empresário que tem contratos milionários com a prefeitura. Por fim, o processo por corrupção e lavagem de dinheiro que foi apresentado pela TV em cadeia nacional e investigado pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

(*) com informações Midiamax

População compareceu à sessão para acompanhar a decisão dos parlamentares. (foto: Divulgação)

Vereadores Alex (PT), Thais Helena (PT) e Luiza Ribeiro (PPS), relatores do pedido da CP. (foto: Divulgação)

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