02/08/2017 14h36

Sílvio Costa (PTdoB-PE) considera que deputados da oposição fizeram ‘jogo’ de Temer.

Da redação

Às 12h10, três horas depois da abertura da sessão sobre a denúncia de corrupção dirigida ao presidente Michel Temer, o vice-líder da oposição, Sílvio Costa (PTdoB-PE), já admitia a vitória de Temer em plenário. Costa chamou a oposição de “burra” em razão de integrantes comparecerem ao plenário e discursarem durante a análise sobre o prosseguimento da denúncia. Mesmo sem a oficialização da presença, a Mesa Diretora da Câmara está computando esses parlamentares como presentes ao plenário. Segundo o vice-líder, o acordo era para que somente o líder do PT, Carlos Zarattini (SP), discursasse.

Eles vão conseguir os votos mais rápido do que eu imaginava. Foi um erro terrível da oposição. O burro é capaz de atrapalhar sua vida achando que pode ajudar — disse Costa no Salão Verde da Câmara.

Segundo o deputado, ao optarem por discursar, os deputados da oposição fizeram o “jogo” de Temer, uma vez que assegurou mais presenças em plenário. Se houver quórum e a votação ocorrer, o mais provável é uma vitória do presidente da República.

— O combinado era não dar quórum e manter o silêncio. Eles vão lá, falam e fazem o jogo do presidente — criticou o vice-líder da oposição.

Costa acusou os ministros de Temer que estão em plenário — dez foram exonerados para votar a favor do presidente — de negociarem cargos e emendas, ali mesmo, com parlamentares ainda indecisos sobre registrar ou não a presença:

— Eu vi deputados falando aos ministros: “Vi o Diário Oficial e ainda vi meu cargo”. E os ministros respondendo: “Registre presença que os cargos vão sair.” Isto aqui virou um mercado persa.

Embora tenham traçado a estratégia de não registrar presença no plenário, vários membros da oposição não fizeram o registro biométrico no painel, mas estão presentes. Sete deputados já até falaram ao microfone, mas não oficializaram sua presença. Esses, no entanto, estão sendo computado pela Mesa Diretora da Câmara como presentes e serão somados aos deputados que registraram sua presença no painel eletrônico.

É o caso do líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP), que pegou o microfone para reivindicar que o debate seja ampliado e reclamara que “o contraditório não foi ouvido”, já que apenas o relator contra a denúncia, Paulo Abi-ackel (PSDB-MG), e o advogado de Temer, Antonio Mariz, tiveram a palavra, antes dos demais deputados. Além de Zarattini falaram, mas não registraram presença, os deputados Welliton Prado (PMDB-MG), Pompeo de Mattos (PDT-RS), Daniel Coelho (PSDB-PE), Afonso Motta (PDT-RS), Aliel Machado (Rede-PR) e Ivan Valente (PSol-RJ).

(*) Informações com O Globo.

Para o líder da oposição, a situação vai conseguir os votos mais rápido do que eu imaginava (Foto: O Gobo)

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