13/11/2006 08h42 – Atualizado em 13/11/2006 08h42

Agência Brasil

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Venezuela está sendo criticada pela oposição ao governo de Hugo Chávez. Daqui a três semanas, no dia 3 de dezembro, será realizada a eleição. Hugo Chávez concorre novamente ao cargo. O candidato da oposição, Manuel Rosales, diz que a visita de Lula tem caráter eleitoral. Como no Brasil, o presidente da República venezuelano pode se reeleger apenas uma vez. A diferença é que cada mandato tem duração de seis anos. Lula e Chávez irão participar de duas ceremônias: a inauguração da Segunda Ponte sobre o Rio Orinoco e a certificação da reserva petrolífera do Rio. Os presidentes conversam ainda sobre a construção conjunta da refinaria de petróleo José Inácio de Abreu e Lima, em Pernambuco. O governador eleito de Pernambuco, Eduardo Campos, acompanha Lula para tratar do cronograma da obra. O convite de Hugo Chávez ao presidente brasileiro foi feito há dois meses. Mas como a Lei Eleitoral brasileira não permite inauguracao de obras, Lula preferiu adiar o encontro, que acabou recaindo sobre o período electoral venezuelano. Os 23 estados, o Distrito Capital (que comprende a capital Caracas) e as 72 ilhas venezuelanas são divididos em nove regiões. O principal produto de exportação é o petroleo. A cidade de Guayana, onde ontem (12) desembarcou o presidente brasileiro, é considerada uma das mais modernas do país já que abriga as maiores empresas de exploração de ferro e alumínio, os dois principias produtos de exportação depois do petróleo. É sede também da Central Hidroelétrica de Hurí, a segunda maior represa do mundo.

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