02/08/2017 07h52

Hoje pode ser o dia ‘D’ para Michel Temer se tudo caminhar conforme sua tropa de choque determinou. Para isso, vai tentar fazer com que a sessão tenha o quórum mínimo exigido para o início da sessão e consequente votação da denúncia contra o presidente. A oposição esperneia e pretende fazer tudo o que for possível para postergar essa decisão. Enquanto isso, no front, o rolo compressor joga pesado para cooptar os indecisos. O jogo não está decidido e o placar está em aberto.

Placar em branco

Além de ser um dia decisivo para o presidente do país, é decisivo também para os deputados que vão escolher entre, aceitar ou rejeitar, a denúncia contra ele, oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Por ser voto aberto, o eleitor vai aplaudir ou vaiar a decisão de cada parlamentar na hora do voto. Em MS, parece que eles estão meio divididos. Sabem que um deslize lá compromete a reeleição em 2018 aqui. Nessa hora, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

Fim de férias

Depois do recesso parlamentar, ontem foi dia de volta ao batente dos deputados na Assembleia Legislativa. Com trabalho à espera, os parlamentares discutiram e aprovaram alguns projetos de lei no plenário. A discussão mais intensa, no entanto, deve ficar por conta da CPI aberta para investigar as delações do Grupo JBS sobre incentivos ficais e pagamentos de propina a agentes públicos. Isso sem contar as amarrações políticas em torno das eleições de 2018.

Chama

As articulações em torno da indicação do nome do ex-prefeito de Dourados, Murilo Zauith (PSB), para disputar o governo de Mato Grosso do Sul no ano que vem reacendem a chama da esperança das lideranças políticas e do eleitorado da região sul do Estado que sempre sonharam por isso desde que o “lendário” José Elias Moreira deixou escapar essa chance ao ser derrotado por Wilson Martins (MDB) por uma pouca diferença de votos. Além de já ter comprovado sua competência administrativa, o socialista é ficha limpa, o que, por si só, já é uma grande vantagem nos dias atuais.

CPI

A 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos negou o pedido do Sintáxi (Sindicato dos Taxistas do Estado de MS) para suspender a CPI do Táxi, da Câmara de Vereadores de Campo Grande. A comissão é destinada a apurar supostas irregularidades nas concessões de alvarás de permissão de exploração do serviço de táxi. O Sintáxi pediu uma liminar para suspender a tramitação por entender que a investigação poderia provocar dano irreparável, uma vez que a CPI tem prazo certo para terminar.

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