12/11/2006 18h00 – Atualizado em 12/11/2006 18h00

Estadão.com

A derrota por 2 a 0 encerrou o sonho do Goiás de desbancar o São Paulo no Serra Dourada. O resultado abateu os jogadores goianos que no vestiário mostraram-se decepcionados com a terceira derrota seguida em casa, por mostrarem-se impotentes para reagir em campo e agora vive o risco de perder uma das vagas na Sul-Americana se não somar pontos nas rodadas finais do Brasileirão.

“O jogo era difícil, do tipo complicado, mas o Goiás tinha ambições e entrou em campo com disposição para lutar”, disse Leonardo. O zagueiro lembrou que, no ano passado e diante do Corinthians, o Goiás venceu o jogo e derramou água no chope do campeão de 2005. Neste ano, queria carimbar a faixa. “Eles ganharam o jogo, por merecimento, e fazem jus ao título”, afirmou.

“O que aconteceu em campo? Levamos dois gols bobos, falhamos na cobertura e deixamos eles tocarem a bola à vontade”, comentou Danilo Portugal.

Para Leonardo, a derrota deveu-se a um fator simples: “O São Paulo foi feliz nas finalizações que fez, só isso”, disse o zagueiro.

Para o meia Romerito, o São Paulo surpreendeu e ganhou na etapa inicial do jogo: “O time tem qualidade, tiveram a felicidade de fazer dois gols, venceram bem e mereceram ser campeões, falou Romerito.

Para o experiente zagueiro Galeano, a derrota começou há duas semanas, quando o time perdeu a chance de conquistar uma vaga na Libertadores: “O time ficou aquém do que se esperava e acredito que perder a vaga abalou o grupo que hoje pareceu irreconhecível”, justificou. “Não foi o Goiás de sempre, e ainda tivemos poucas chances de fazer gols”, acrescentou o lateral Vitor.

Para o técnico Geninho, o time perdeu porque falhou na marcação. E, mesmo tendo bom volume de jogo, não soube avançar e finalizar com qualidade. “O time do São Paulo fez uma excelente campanha, perdeu pouco, joga a sério e não se deslumbrou por estar com o título na mão e ter um grupo de jogadores de muita qualidade”, observou Geninho.

“Além disso, o São Paulo com o 3-5-2 é muito ofensivo, difícil de ser batido, é compacto; se jogassem num 4-4-2 seriam mais vulneráveis, mas não foram”, acrescentou o treinador.

“É claro que nós queríamos vencer o campeão jogando em casa”, comentou o ala Jadilson, que acreditava ser o Goiás, de longe, o favorito na partida. Mas, segundo ele, as ações e reações do primeiro tempo surpreenderam: “No segundo tempo jogamos sob pressão do resultados e, por isso, o São Paulo teve facilidades para jogar e vencer”, disse ele, que faz 29 anos no mês que vem.

No final do jogo, o que muitos jogadores do Goiás foi recusar a comentar sobre o futuro. Jadilson, por exemplo, disse que tem o sonho de jogar no São Paulo, no ano que vem. Outro que deve ir para o tricolor é o atacante Souza, que não jogou devido a uma suspensão, muito criticada pela torcida e o próprio treinador, Geninho: “Foi um lance complicado (suspensão), ele vinha convivendo com o terceiro cartão há umas oito rodadas, mas perder um jogo como esse foi ruim pra ele”, comentou Geninho.

Fora dos vestiários, e terminado o jogo, no lado de fora do estádio ocorreram confrontos entre as torcidas do Goiás e do São Paulo, pessoas feridas e prisões de várias pessoas. A PM interveio e controlou o tumulto empregando, inclusive, um helicóptero.

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