21/10/2002 15h15 – Atualizado em 21/10/2002 15h15
Pelo menos 13 pessoas morreram, e 30 ficaram feridas, na explosão de um carro-bomba junto a um ônibus, no Norte de Israel. O fogo da explosão engoliu o ônibus, e os dois veículos foram reduzidos a esqueletos de metal. As chamas intensas impediram o socorro imediato às vítimas. O atentado ocorreu a quilômetros da cidade costeira de Hadera.
“Um carro cheio de explosivos estacionou junto ao ônibus e estourou”, disse Zelig Feiner, porta-voz do serviço de resgate Zaka. “Então o ônibus irrompeu em chamas. Muitas pessoas ficaram presas a bordo”. Ele disse que treze pessoas foram mortas, número que provavelmente inclui um ou dois terroristas que estariam dentro do carro. Um policial, Danny Kuffer, estimou o número de mortos em dez, “mas ainda estamos contando”.
O movimento Jihad Islâmica assumiu a autoria do atentado, segundo mensagem enviada por fax à Associated Press. O ataque foi, segundo o grupo, cometido em “retaliação à série de massacres cometida pelo inimigo criminoso contra nosso povo”. O texto cita as operações israelenses recentes na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
Após outros atentados recentes, o governo israelense tem ordenado ataques militares e ações de segurança em áreas palestinas. Israel não informou qual será a resposta à explosão de hoje.
Mark Sofer, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense, disse que o ataque deve ter tido como objetivo minar a visita do secretário-assistente de Estado dos EUA, William Burns, que tem chegada prevista a Israel para a quarta-feira. “Grupos palestinos aproveitaram-se da oportunidade para executar ainda outro ataque assassino dentro de Israel e tendo como alvo civis inocentes”.
Yasser Arafat, o presidente da Autoridade Palestina, declarou: “Vocês sabem que a posição da liderança palestina é contrária a tais ataques que vitimam civis, israelenses ou palestinos”. Israel declara que considera Arafat como o responsável, em última instância, pelos atos terroristas, argumentando que as forças de segurança palestinas não se esforçam para evitar os ataques.
Fonte: Associated Press






