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sábado, 18 de abril de 2026

Aftosa: ministro paraguaio só fala com laudo em mãos

22/10/2002 11h51 – Atualizado em 22/10/2002 11h51

Laudo da equipe de multinacional da Panaftosa confirma a presença de febre aftosa no Paraguai, conforme matérias veiculadas em vários jornais paraguaios, desde a última sexta-feira, quando foram encerrados os trabalhos da equipe naquele país. Eles percorreram 15 fazendas na região de fronteira com o Brasil, acompanhados de técnicos do Chile, Argentina, Bolívia, Uruguai, pelo presidente do Serviço Nacional de Saúde do Paraguai (corresponde à vigilância sanitária no Brasil), Gerardo Bogado e por dois representantes do Centro Pan-americano de Febre Aftosa – Panaftosa, Victor Saraiva e Gilfredo Comparsi. No laudo, as equipes afirmam que vistoriaram a fazenda São Francisco no município de Canandeyú, onde houve a denúncia de animais doentes feitas pelo veterinário brasileiro Vanderlei Folini. Porém descartam um surto da doença, mas deixam a possibilidade de “ter havido um foco”, conforme parte de um trecho do laudo – “não se pode descartar que tenha havido presença clinica da febre aftosa, na propriedade de um brasileiro, no departamento (município) de Canindeyú, onde se denunciou um foco da doença”. O que provocou desconfiança no mercado internacional de exportação de carne, provocando a manutenção das medidas de vigilância sanitária em todos os países que compram gado e carne do Paraguai. As fronteiras permanecem fechadas e no caso do Chile e Argentina, maiores compradores do rebanho Paraguai, o comércio só está sendo permitido mediante aval sanitário de técnicos dos dois países. O documento que foi assinado na noite de sexta-feira ainda não chegou ao conhecimento do Serviço Nacional de Saúde Animal (Senacsa – Servicio Nacional de Salud Animal) do Paraguai, mas segundo Gerardo Bogado, deverá ser avaliado pelo ministro de Agricultura do Paraguai, Dário Baumgarten, antes de ser comentado a fim de evitar “especulações, já que os danos provocados pela notícia de que existe aftosa no país, foram imensos para a economia do Paraguai, com a restrição do comércio no país”, afirma Bogado. Com o laudo, os técnicos da Panaftosa levaram para o Rio de Janeiro 90 amostras de sangue coletados em animais das fazendas vistoriadas, para que sejam feitas análises laboratoriais do material para comprovar ou não, a presença de aftosa. O resultado deve sair em 10 dias e somente depois disso é que o ministro da Agricultura do Paraguai se pronunciará sobre o assunto.

Fonte: CBN News

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