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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Polícia confirma 13ª vítima de atirador de Washington

23/10/2002 13h09 – Atualizado em 23/10/2002 13h09

A polícia confirmou que o ataque de ontem em Washington, em um ponto de ônibus no Condado de Montgomery, Maryland, está ligado ao franco-atirador que apavora a região de Washington. O homem recebeu um tiro logo depois de ter descido de um ônibus. Com essa morte, o total de vítimas do franco-atirador somam 13 (dez mortos e três feridos).

Os exames balísticos comprovoram o que a polícia de Washington já suspeitava: este último tiro, que matou Conrad Johnson, de 35 anos, foi feito pelo franco-atirador. As informações foram divulgadas pelo comissário encarregado da investigação do caso, Charles Moose.

O homem assassinado ontem era motorista de ônibus. Ele foi atingido por um tiro logo depois de ter descido de um ônibus, às 5h56 (6h56 de Brasília).

Comunicação

O franco-atirador que aterroriza a região de Washington deixou uma nova carta perto do lugar onde um homem foi baleado e morto ontem, informou hoje o jornal “The Baltimore”.

A carta, que tem várias páginas, foi encontrada na entrada norte do parque de Aspen Hills e repete as mesmas exigências que o franco-atirador fez em uma mensagem anterior, deixada em Ashland (Sul da Virgínia), onde cometeu o penúltimo assassinato. Na carta, o atirador pede US$ 10 milhões e ameaça matar crianças.

“Suas crianças não estão seguras em nenhum lugar e em nenhum momento”, segundo trecho da mensagem do assassino lido na noite de ontem por Charles Moose, chefe da polícia do Condado de Montgomery e responsável pela investigação do caso.

O criminoso entrou em contato com a polícia já faz tempo, aparentemente no início dos assassinatos em série em 2 de outubro no Condado de Montgomery.

Em sua primeira carta, deixada nas proximidades de um restaurante de Ashland, onde um homem de 37 anos recebeu um disparo no abdômen, o franco-atirador pedia US$ 10 milhões, ameaçava atirar contra crianças e recriminava a polícia por não ter respondido a metade de suas chamadas.

Em um tom amargo, o franco-atirador se queixa de que os policiais ignoraram boa parte de seus telefonemas, chamando-os “incompetentes” e acrescentando que “cinco pessoas morreram” devido a este descuido.

Medo nas escolas

As escolas localizadas na região de Washington, capital dos Estados Unidos, abriram suas portas pontualmente, mas com esquemas de segurança reforçados. Nos subúrbios de Maryland, onde ocorreram cinco das nove mortes, os colégios pretendiam manter os alunos entre quatro paredes durante todo o dia.

Os colégios de uma zona bastante grande do Estado da Virgínia ficaram fechados entre segunda-feira (21) e ontem para evitar o risco de um novo ataque. No total, cerca de 150 mil alunos permaneceram em suas casas.

Em Maryland as escolas funcionaram normalmente, embora sob forte vigilância e sem executar atividades externas. Muitos consideram que a vigilância em Maryland é menos intensa que no Estado da Virgínia, principalmente depois de o assassino ter dito em suas cartas que as crianças não estavam em segurança.

Fonte: Folha Online

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