24/10/2002 14h54 – Atualizado em 24/10/2002 14h54
Caso vença as eleições, o candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pretende adotar medidas para fazer a relação entre crédito bancário e Produto Interno Bruto (PIB) crescer dos atuais 28% para 40%, ao final de quatro anos de governo.
Trata-se da principal meta estipulada pelo grupo de estudos formado por economistas da campanha petista e integrantes da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Petistas e Febraban se reuniram por três vezes e consideram os estudos ainda preliminares.
As ações que estão sendo debatidas para que a meta seja atingida se baseiam em três pontos: a diminuição dos spreads bancários – diferença entre o que os bancos cobram para emprestar ao cliente e o que eles pagam para captar o dinheiro -, o estímulo do crédito imobiliário e a regulamentação do sistema financeiro.
“Hoje, a relação crédito bancário/PIB do Brasil é uma das menores do mundo”, afirmou o economista Antonio Prado, que integra a equipe de economistas da campanha de Lula. Prado cita como exemplo o Chile, onde o crédito bancário chega a 60% do PIB.
“É uma forma de estímulo ao crescimento econômico, porque não passa pela questão fiscal”, disse o economista, que ao lado dos colegas Guido Mantega, Paul Singer e Luciano Coutinho representou o PT em reuniões com a Febraban.
Fonte: Jornal da Tarde






